
Naim Qassem
Reuters
O secretário-geral do grupo terrorista Hezbollah, Naim Qassem, afirmou neste domingo (21) que Israel não permanecerá no Líbano e que o grupo irá "confrontar qualquer violação" do território libanês. A afirmação foi divulgada via Telegram.
Permanecer em solo libanês é impossível, não haverá zonas de segurança sob ocupação. Temos um exército protegendo a soberania [do Líbano] e vamos lidar com isso. --Naim Qassem
O chefe do Hezbollah também alertou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre apoiar o que chamou de "ocupação do premiê [israelense] Benjamin Netanyahu" e criticou o norte-americano, pedindo o fim das hostilidades. "Qualquer um que pense que Trump não pode parar a entidade sionista, é um tolo", acrescentou.
As declarações acontecem horas após Netanyahu afirmar que manterá zonas de segurança no Líbano "enquanto for necessário, mesmo após o acordo de paz assinado por EUA e Irã. O país persa afirma que só reinará o acordo de cessar-fogo se incluir os ataques israelenses no Líbano.
Apesar disso, na última sexta-feira (19), as forças de Israel voltaram a lançar uma ofensiva contra alvos do Hezbollah no sul do Líbano. O Hezbollah confirmou a ocorrência de intensos combates na região, e uma agência estatal libanesa relatou a morte de 16 pessoas em ataques aéreos de Israel.Com Estadão Conteúdo
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