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Homem é preso por atear fogo na ex-namorada; vítima está em estado grave

Vítima sofre queimaduras graves no Cruzeiro Velho; caso é investigado como tentativa de feminicídio pela PMDF

MARIA LUÍZA LIRA

27/07/2026 • 12:27 • Atualizado em 27/07/2026 • 12:55

Homem também sofreu queimaduras, recebeu atendimento médico e foi encaminhado à Delegacia da Mulher

Homem também sofreu queimaduras, recebeu atendimento médico e foi encaminhado à Delegacia da Mulher

Divulgação

A Polícia Militar do Distrito Federal prendeu na tarde deste domingo (26) um homem suspeito de tentar matar a ex-companheira ao atear fogo nela, na SRES 12, no Cruzeiro Velho, região administrativa de Brasília. A vítima sofreu queimaduras graves e permanece internada em estado grave no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).

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Segundo a corporação, equipes do Centro de Operações da PMDF (Copom) receberam um chamado para verificar um possível furto em residência, motivado por gritos e pedidos de socorro vindos de uma casa na quadra SRES 12. Ao chegarem ao local, os policiais identificaram que se tratava de uma tentativa de feminicídio.

De acordo com a PMDF, o suspeito, identificado como Lucas Plácido Barbosa, não aceitava o término do relacionamento e foi até o imóvel onde a ex-companheira estava. Ele jogou álcool sobre a vítima e iniciou a agressão com a intenção de incendiá-la.

Ao perceber o ataque, o cunhado da vítima entrou em luta corporal com o autor para tentar impedir o crime. Durante o confronto, tanto o cunhado quanto a irmã da mulher também foram atingidos pelo líquido inflamável, ficando em risco de queimaduras.

Mesmo diante da tentativa de conter a agressão, o suspeito acendeu um isqueiro, provocando um incêndio que atingiu principalmente a ex-companheira, que teve queimaduras graves em várias partes do corpo. A irmã, o cunhado e o próprio autor também sofreram queimaduras, porém em menor proporção.

Ataque após término do relacionamento

As vítimas receberam atendimento de emergência ainda no local e foram encaminhadas para unidades de saúde. A principal vítima, alvo do ataque, permanece internada no HRAN, em estado grave. Conforme a PMDF, o caso é tratado como tentativa de feminicídio.

Após o crime, o autor fugiu da residência. Em patrulhamento, policiais receberam a informação de que um homem com queimaduras estaria nas proximidades da antiga Rodoferroviária, na região do Shopping Popular, em Brasília.

As equipes se deslocaram até o endereço e localizaram um indivíduo com características semelhantes às repassadas pelas testemunhas. Segundo a PMDF, ele tentou se identificar com nome falso e ofereceu resistência à abordagem.

Os policiais aplicaram uso progressivo da força, prenderam o suspeito e o conduziram inicialmente ao HRAN, devido às queimaduras que apresentava. Depois do atendimento médico, ele seguiu para a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM 1), onde o caso foi registrado.

Investigação segue na Delegacia da Mulher

Na delegacia, a Polícia Civil ouviu testemunhas e familiares, incluindo a irmã e o cunhado da vítima, que também se feriram ao tentar impedir o ataque. As demais vítimas receberam atendimento médico e foram liberadas após avaliação.

O caso permanece em investigação pela DEAM 1, que apura as circunstâncias do crime e a dinâmica da tentativa de feminicídio. A polícia analisa se houve planejamento prévio por parte do suspeito e deve colher novos depoimentos nos próximos dias.

Autoridades de segurança reforçam que situações de ameaça, agressão e perseguição contra mulheres devem ser denunciadas imediatamente pelos canais oficiais, como o telefone 190 da PMDF e a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, no número 180.

Band Não Se Cala

O Grupo Bandeirantes lançou a campanha ‘Band Não Se Cala’ para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.

A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.