Houthis reivindicam ataque a instalações petrolíferas na Arábia Saudita
Houthis do Iêmen reivindicam ataque a instalações petrolíferas da Aramco na Arábia Saudita

Os houthis do Iêmen afirmaram ter atacado, neste domingo (9), uma refinaria da estatal petrolífera Aramco em Jazan, no sudoeste da Arábia Saudita, e o porto de Mocha, no Mar Vermelho. Os ataques com mísseis balísticos e drones representam uma nova escalada nas tensões regionais e ameaçam reacender a guerra civil no Iêmen, paralisada em grande parte desde o cessar-fogo de 2022.
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De acordo com Yahya Saree, porta-voz militar do grupo alinhado ao Irã, a investida contra a refinaria de Jazan foi uma retaliação a incursões de drones sauditas nas províncias iemenitas de Hajjah e Saada. O Ministério da Energia da Arábia Saudita confirmou um incêndio em uma instalação ligada à refinaria da Aramco nesta manhã. O fogo foi controlado sem deixar vítimas, embora as autoridades locais não tenham detalhado formalmente a causa do incidente.
Simultaneamente, o grupo atacou o porto de Mocha, infraestrutura sob gestão do governo iemenita reconhecido internacionalmente. Fayed al-Noman, subsecretário adjunto do Ministério da Informação do Iêmen, informou que a investida contra o porto — recém-reformado para absorver o tráfego marítimo desviado da cidade de Hodeida, sob controle houthi — atingiu forças militares e armazéns da região. Os houthis confirmaram a autoria da ação pouco depois.
O aumento das agressões no Mar Vermelho ocorre em um cenário geopolítico tenso: o Irã apresentou novas exigências para retomar negociações diplomáticas e reabrir o Estreito de Ormuz, enquanto o Pentágono pressiona a indústria de defesa dos Estados Unidos a acelerar a produção de armamentos.
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Com informações da Agência Estado
