
Incêndio COP30
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A Organização das Nações Unidas (ONU) ordenou a evacuação completa e imediata da Zona Azul da COP30, em Belém, na tarde desta quinta-feira (20), após um incêndio atingir a área de pavilhões. A ocorrência levou à suspensão temporária de todas as negociações e atividades oficiais da conferência climática, alterando a rotina de diplomatas, ministros e jornalistas que trabalhavam no local.
Evacuação de emergência e cordão humano
Diante do risco à segurança dos participantes, o protocolo de emergência foi acionado com rigor máximo pelas autoridades da ONU. Agentes de segurança organizaram um cordão humano para coordenar a retirada de todas as pessoas que circulavam pela Zona Azul, área restrita e central do evento onde ocorrem as principais deliberações.
A operação de evacuação envolveu a saída de altas autoridades, incluindo ministros de Estado e chefes de delegações estrangeiras, além de profissionais de imprensa que cobriam o evento. O fluxo de saída foi direcionado para garantir que ninguém permanecesse nas áreas de risco ou nos corredores de acesso aos estandes afetados.
Vistoria minuciosa e danos
Após a retirada do público, as equipes de segurança da ONU deram início a uma varredura completa nas instalações para assegurar que o prédio estava totalmente vazio. O procedimento foi detalhado e rigoroso, estendendo-se a todas as dependências do complexo.
Durante a vistoria, agentes chegaram a arrombar a porta de um banheiro para verificar se havia alguém preso ou escondido no local. Somente após essa conferência de segurança é que as equipes técnicas puderam avançar para a avaliação da extensão dos danos estruturais e para a análise das condições para um eventual retorno seguro.
Impacto no cronograma da conferência
A interrupção das atividades impacta diretamente o andamento das discussões climáticas. Com a suspensão temporária das negociações, aumenta a probabilidade de atrasos na conclusão da conferência. A agenda oficial já previa uma possível extensão dos trabalhos até o sábado, prazo que agora se torna ainda mais apertado diante da paralisação forçada.
As delegações aguardam orientações oficiais sobre a retomada das sessões e o realojamento das reuniões que foram interrompidas pelo incidente. A prioridade da organização permanece sendo a garantia da integridade física de todos os participantes.
Divergência sobre materiais inflamáveis
As causas do incêndio ainda são desconhecidas e dependem de perícia técnica. No entanto, relatos preliminares apontam para uma contradição em relação à segurança dos materiais utilizados na montagem da estrutura.
Embora autoridades, como o Ministro do Turismo, Celso Sabino, tenham afirmado anteriormente que a cobertura dos pavilhões era feita de material resistente ao fogo, a composição interna dos estandes apresenta riscos.
Segundo informações apuradas pela reportagem no local, os espaços dos países continham grande quantidade de tecido e plástico em suas decorações e divisórias. Esses materiais, altamente inflamáveis, teriam contribuído para a propagação das chamas dentro da estrutura, contrariando a expectativa de resistência ao fogo da infraestrutura geral.
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