
REUTERS/Jonathan Ernst
Resumo
Ameaça dos Estados Unidos, feita pelo presidente Donald Trump, pode ter como foco usinas de geração de eletricidade a gás natural no Irã, caso sejam atacados ativos energéticos iranianos.
Produção elétrica iraniana em 2023 teve 80% de origem no gás natural, totalizando cerca de 303 mil gigawatt-horas, com crescimento de mais de 65% na geração de energia entre 2010 e 2023 e Irã ocupando o segundo lugar como maior produtor regional, atrás da Arábia Saudita.
Possíveis alvos incluem a usina de Damavand, com capacidade de cerca de 3 mil megawatts e representando até 4% da geração nacional, além da usina nuclear de Bushehr, mencionada após ataque de drone.
Caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, leve adiante a ameaça de atacar ativos energéticos do Irã, é altamente provável que as ações tenham como foco usinas responsáveis pela geração de eletricidade a partir de gás natural.
De acordo com a Agência Internacional de Energia, cerca de 80% da produção elétrica iraniana em 2023 teve origem no gás natural — o equivalente a aproximadamente 303 mil gigawatt-horas. Ainda segundo a entidade, a geração total de energia no país cresceu mais de 65% entre 2010 e 2023. No mesmo ano, o Irã ocupava a posição de segundo maior produtor de eletricidade da região, atrás apenas da Arábia Saudita.
Entre os possíveis alvos está a usina de ciclo combinado de Damavand, localizada a sudeste de Teerã. Com capacidade estimada em cerca de 3 mil megawatts, a instalação pode ter representado até 4% da capacidade total de geração do país nos últimos anos.
Embora a energia nuclear tenha participação reduzida na matriz elétrica iraniana, a usina de Bushehr já foi mencionada no contexto do conflito, após um drone atingir o complexo onde está situada.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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