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Israel amplia operações e pede evacuação do norte de Gaza

Israel ordenou que habitantes da Cidade de Gaza se retirem para "zona humanitária" no sul do território, onde haverá "fornecimento contínuo de alimentos, tendas, medicamentos e equipamentos médicos".

Deutsche Welle
DEUTSCHE WELLE

06/09/2025 • 07:59 • Atualizado em 06/09/2025 • 08:30

Israel informou que designou uma nova "zona humanitária" em Khan Yunis, cidade no sul da Faixa de Gaza

Israel informou que designou uma nova "zona humanitária" em Khan Yunis, cidade no sul da Faixa de Gaza

Reuters

Resumo

Designação de nova zona humanitária: O Exército de Israel estabeleceu uma nova "zona humanitária" em Khan Yunis, sul da Faixa de Gaza, incluindo hospitais de campanha e instalações de dessalinização, para auxiliar os civis durante a ofensiva em Gaza.

Operação Carruagens de Gideão 2: A ofensiva terrestre em Gaza, parte da Operação Carruagens de Gideão 2, continua com o objetivo de desmantelar infraestruturas do Hamas, incluindo a tomada de bastiões e o bombardeio de edifícios altos na capital de Gaza.

Impacto sobre a população civil: Com a expansão da "área humanitária", que agora abrange também a área de Mawasi, busca-se facilitar a evacuação e garantir suprimentos essenciais aos civis afetados pelos confrontos, em meio a condições de vida precárias.

O Exército de Israel informou neste sábado (06) que designou uma nova "zona humanitária" em Khan Yunis, cidade no sul da Faixa de Gaza, enquanto continua sua ofensiva para ocupar completamente a Cidade de Gaza, no que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou como uma "etapa decisiva" na guerra contra o Hamas – grupo considerado organização terrorista tanto por Israel quanto por outros países, incluindo EUA, Alemanha e vários países muçulmanos.

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"Diante da expansão da operação terrestre na Cidade de Gaza e da tomada de bastiões do Hamas como parte da Operação Carruagens de Gideão 2, o Exército anunciou a designação de uma zona humanitária em Khan Yunis", diz o comunicado militar.

Zona com acesso a ajuda humanitária

No texto, o Exército também garante que esta nova "zona humanitária" inclui "hospitais de campanha, aquedutos e instalações de dessalinização" e que haverá um "fornecimento contínuo de alimentos, tendas, medicamentos e equipamento médico".

"A partir de agora, e com o objetivo de facilitar a evacuação dos habitantes da cidade, declaramos a área de Mawasi como zona humanitária", anunciou em uma mensagem em árabe publicada nas redes sociais pelo porta-voz do Exército israelense, Avichay Adraee. "Aproveitem a oportunidade e dirijam-se sem demora para a zona humanitária".

Ataques também pelo ar

O anúncio surge depois de o Exército ter também avisado na sexta-feira que "nos próximos dias" iria lançar uma campanha de bombardeios contra os últimos edifícios altos que ainda se mantêm de pé na capital de Gaza, alegando ter encontrado neles "infraestruturas terroristas". Na mesma sexta-feira, os militares israelenses derrubaram uma torre residencial de grande altura na Cidade de Gaza após um bombardeio com caças.

O certo é que Israel já havia estendido no ano passado até Khan Yunis a região conhecida como "área humanitária", que na época se limitava à zona costeira de Mawasi (no sudoeste), que abriga um conjunto de acampamentos, onde vivem centenas de milhares de civis de todas as partes de Gaza que buscam abrigo da guerra entre Israel e Hamas. Neles, os habitantes do território têm vivido em condições precárias, sem luz e sem água.

md (AFP, Reuters, EFE)

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