
Ativista brasileiro Thiago Ávila é preso por Israel
REUTERS/Amir Cohen
O ativista brasileiro Thiago Ávila será libertado por Israel neste sábado (9) e deve ser deportado, informou a organização não-governamental de direitos humanos Adalah. Ele estava preso há mais de uma semana.
Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek foram detidos por tentarem chegar em Gaza na “Global Sumud Flotilla", com ao menos 170 ativistas, com cargas de ajuda humanitária. O governo de Benjamin Netanyahu alegou que eles possuiam relações com o Hamas, o que foi negado pelos países.
“A agência de inteligência israelense Shabak informou à equipe jurídica da Adalah que os ativistas e líderes da Global Sumud Flotilla (GSF), Thiago Avila e Saif Abukeshek, serão libertados da detenção israelense hoje, sábado, 9 de maio de 2026”, afirmou a Adalah em comunicado.
Segundo a entidade, os ativistas serão entregues às autoridades de imigração de Israel ainda neste sábado e mantidos sob custódia até as deportações.
Em publicação nas redes sociais, a Global Sumud Flotilla afirmou que a libertação dos atividas representa “uma vitória para a solidariedade”.
“Comemoramos a notícia de que Saif Abukeshek e Thiago Ávila serão libertados do cativeiro ilegal imposto pelo regime israelense na Palestina ocupada. O mundo se levantou mais uma vez contra essa situação flagrantemente ilegal, gerando pressão pública, política e diplomática para exigir a libertação deles”, escreveu o grupo.
Família diz que não consegue contato com o brasileiro
Em publicação nas redes sociais, familiares do ativista Thiago Ávila afirmou que tanto eles quanto a embaixada brasileira ainda não conseguiram nenhum tipo de contato com o brasileiro.
“Tanto a embaixada quanto a família ainda NÃO conseguiram nenhum tipo de contato com Thiago Ávila. Também não temos confirmação de data de libertação do Thiago, nem da rota, tao pouco temos informações da possível deportação”, diz trecho da nota.
Lula exigiu libertação de Thiago Ávila
Na terça-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais para afirmar que a prisão do ativista brasileiro era injustificável e exigiu sua soltura. Na ocasião, o petista afirmou que a detenção dos ativistas em águas internacionais havia representado “uma séria afronta ao direito internacional”.
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