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Israel permite compra de terras da Palestina

O primeiro-ministro Netanyahu vai se encontrar com o presidente Trump na quarta-feira. O foco da viagem era o Irã, com o qual os EUA tendem agora mais para a diplomacia do que para um ataque

Por Redação
REDAÇÃO

09/02/2026 • 18:50 • Atualizado em 09/02/2026 • 18:50

Moises Rabinovici
Israel

Israel

REUTERS/Ronen Zvulun/File Photo

O governo israelense facilitou aos colonos judeus a compra de terras de um futuro estado palestino, inviabilizando-o em desrespeito aos Acordos de Oslo e à decisão do presidente Donald Trump de impedir que Israel anexe a Cisjordânia.

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“Estamos aprofundando nossas raízes em todas as partes da Terra de Israel e enterrando a ideia de um Estado palestino”, informou o ministro das Finanças da extrema-direita, Bezalel Smotrich, em um comunicado.

As medidas que relaxam as regras para a compra de terras na Cisjordânia, ao mesmo tempo em que enfraquecem a Autoridade Palestina (AP), foram adotadas durante uma reunião do gabinete de segurança do primeiro-ministro Netanyahu, a portas fechadas, no domingo, sem anúncio oficial. É como se uma cada vez mais sem-terra Palestina esteja sendo comprada por colonos judeus em prestações.

O primeiro-ministro Netanyahu vai se encontrar com o presidente Trump na quarta-feira. O foco da viagem era o Irã, com o qual os EUA tendem agora mais para a diplomacia do que para um ataque. O problema israelense são os mísseis balísticos iranianos que alcançam Israel, aparentemente deixados de lado por negociações sobre o programa nuclear.

Israel advertiu os EUA: “Podemos agir sozinhos se o Irã cruzar a linha vermelha dos mísseis balísticos”. Um analista militar do jornal Haaretz escreveu nesta segunda-feira: “O desejo de Netanyahu de falar diretamente com Trump também pode estar relacionado ao fato de que a equipe dele desconfia, em certa medida, dos representantes de Trump nas negociações com o Irã – seu genro, Jared Kushner, e seu enviado especial, Steve Witkoff. Netanyahu já teve desentendimentos com ambos no passado. ”

A decisão do gabinete de segurança israelense deverá entrar para a agenda do encontro Trump-Netanyahu, na quarta-feira, porque oito países árabes e muçulmanos, incluindo o Egito, a Jordânia, a Turquia, o Catar e os Emirados Árabes Unidos, a denunciaram nesta segunda-feira, acusando Israel de “acelerar suas tentativas para a anexação ilegal e o deslocamento do povo palestino”.

O vice-presidente da AP, Hussein al-Sheikh, está tentando reunir a Liga Árabe, a Organização da Cooperação Islâmica e o Conselho de Segurança da ONU para exigir o recuo de Israel das decisões adotadas no domingo, das quais ainda não se sabe tudo. A AP proíbe que palestinos vendam suas terras a israelenses, sob pena de morte.

O ex-chefe de assuntos palestinos da Inteligência Militar de Israel, Michael Milshtein, definiu a estratégia israelense como “anexação sem dizer a palavra anexação”.

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