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Itália isola quatro pessoas após contato com hantavírus em navio

As autoridades de saúde da Itália adotaram medidas de vigilância após surto no navio MV Hondius; variante andina do vírus preocupa pela rara transmissão entre humanos

Da redação
DA REDAÇÃO

09/05/2026 • 23:49 • Atualizado em 09/05/2026 • 23:49

O governo da Itália confirmou que quatro pessoas que tiveram contato direto com uma passageira, vítima de hantavirose, estão isoladas para monitoramento. O caso está ligado a um surto ocorrido a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que navegava pela costa africana e já registrou três mortes confirmadas.

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Entre os isolados, uma mulher permanece em monitoramento rigoroso em Florença, enquanto as outras três pessoas são acompanhadas por autoridades sanitárias em suas respectivas regiões. O Ministério da Saúde da Itália classificou a medida como cautelar e afirmou que, no momento, o risco para a população geral é considerado baixo.

O surto no MV Hondius

O navio, que transportava cerca de 150 pessoas, tornou-se o centro das atenções sanitárias globais após passageiros apresentarem sintomas graves. Testes realizados na África do Sul confirmaram a presença da variante andina do hantavírus.

Diferente da maioria das cepas do vírus, que são transmitidas exclusivamente pelo contato com excrementos de roedores infectados, a variante andina é monitorada com rigor por ser uma das poucas que apresenta potencial de transmissão de pessoa para pessoa, embora de forma rara. Os passageiros que apresentaram quadros clínicos críticos durante a viagem foram evacuados e transferidos para unidades de tratamento especializado na Holanda.

O que é a hantavirose e quais os sintomas?

A hantavirose é uma doença viral grave que, em sua fase inicial, pode ser facilmente confundida com uma gripe comum. Os principais sintomas incluem:

  • Febre alta e calafrios;
  • Dores musculares intensas;
  • Dor de cabeça e fadiga.

Em casos graves, a doença evolui para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), causando dificuldade respiratória aguda e queda na pressão arterial. O protocolo adotado pela Itália visa justamente rastrear os contatos para interromper qualquer possível cadeia de transmissão da variante andina em solo europeu.

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