Jornal da Band

Caso Gritzbach: julgamento de PMs acusados de matar delator é suspenso

Após bate-boca entre defesa e Ministério Público, juiz dissolve o conselho de sentença e adia o julgamento dos três PMs envolvidos no caso Gritzbach

SANDRO BARBOZA

22/06/2026 • 20:13 • Atualizado em 22/06/2026 • 20:57

O julgamento dos três policiais militares acusados do assassinato do delator do PCC, Vinícius Gritzbach, foi suspenso na noite desta segunda-feira (22). A decisão de dissolver o júri, que era composto por quatro homens e três mulheres, foi tomada pelo juiz após um intenso bate-boca entre promotor de Justiça e os advogados de defesa dos réus.

Compartilhar

A defesa dos PMs investigados deixou o plenário do Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo.

O caso, que repercute nacionalmente devido ao envolvimento dos acusados, aconteceu em novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O soldado Denis Martins, o soldado Ruan Silva e o tenente Fernando Genauro são apontados como os executores e o motorista da ação, respectivamente.

O clima de tensão no tribunal

A sessão, que estava prevista para durar até sexta-feira, foi marcada por troca de ofensas e ameaças de que a defesa deixaria o plenário. Durante o primeiro dia de julgamento, sete das nove testemunhas previstas foram ouvidas.

Entre elas, sobreviventes do atentado e a viúva do motorista de aplicativo Celso Araújo de Novais, que também foi baleado e morto durante a ação criminosa. A expectativa era de que os trabalhos seguissem por mais alguns dias, mas o impasse judicial impediu a continuidade do cronograma.

Julgamento

O júri de PMs acusados de matar Vinicius Gritzbach começou nesta segunda (22) no Fórum Criminal de Guarulhos, grande São Paulo, para julgar três policiais militares apontados como executores do atentado ocorrido no aeroporto em 2024.

Enquanto os promotores sustentam a tese de execução paga, os advogados de defesa alegam inocência e afirmam que o julgamento da morte de Gritzbach foi manipulado para acobertar os verdadeiros mandantes.

O ataque contra o empresário e delator do PCC também resultou na morte do motorista de aplicativo Celso Novais, cuja perda foi relembrada no primeiro dia de depoimentos pela viúva do motorista morto em ataque.