Jornal da Band

Da guerra ao RJ: Bandidos aprendem na Ucrânia técnica para lançar explosivo

A Polícia Civil investiga a internacionalização das táticas de combate das facções cariocas; bandidos estariam a viajar para o Leste Europeu para aprender a transformar drones comerciais em armas de ataque.

Da redação
DA REDAÇÃO

14/07/2026 • 19:58 • Atualizado em 14/07/2026 • 19:58

O cenário de violência no Rio de Janeiro ganhou uma nova e perigosa dimensão tecnológica. A Polícia Civil do estado está investigando a denúncia de que criminosos brasileiros estão viajando para a Ucrânia com o objetivo de receber treino especializado. O foco é aprender a manusear e adaptar drones para o lançamento de explosivos.

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A tática, amplamente utilizada no conflito europeu, agora é importada para as disputas territoriais entre traficantes e milicianos. Na Zona Oeste, o Esquadrão Antibomba recolheu um explosivo semelhante a uma granada improvisada jogado por um drone no telhado de uma associação de moradores. Uma pessoa ficou ferida por estilhaços.

Segundo as autoridades, estes dispositivos têm sido usados com frequência em disputas por território. Os impactos são severos:

  • Destruição de imóveis: Casas já foram destruídas por artefatos lançados do ar;
  • Vítimas civis: Além do incidente na associação, um morador ficou gravemente ferido em outro ataque devido aos estilhaços;
  • Pânico em áreas sensíveis: No início do mês, uma granada foi lançada numa creche na Zona Norte, embora, felizmente, ninguém tenha ficado ferido.

Conexão ucraniana

A investigação aponta que a escolha pela Ucrânia como "centro de treino" deve-se à expertise desenvolvida naquele país no uso de drones de baixo custo para fins militares. Os criminosos cariocas procuram aprender como adaptar armamentos a equipamentos civis, permitindo ataques à distância sem a necessidade de exposição direta em tiroteios.

O Rio enfrenta há meses uma escalada da violência provocada pelo confronto entre facções rivais. A introdução de drones como vetores de explosivos representa um desafio adicional para as forças de segurança, que agora precisam lidar com ameaças que vêm literalmente do céu, sobrepondo-se à complexa geografia das comunidades.