Jornal da Band

Falsa herdeira é presa no RJ por golpes com imóveis e obras de arte

Mulher fingia ser advogada e ter fortuna milionária para conquistar a confiança das vítimas; mulher ainda é citada em outras 14 investigações envolvendo crimes patrimoniais

LAILA HALLACK

03/06/2026 • 19:54 • Atualizado em 03/06/2026 • 20:11

Uma mulher, identificada como Michelle Coelho Montenegro, foi presa no Rio de Janeiro acusada de aplicar golpes nos ramos imobiliário e de obras de arte. Para conquistar a confiança das vítimas, ela se passava por advogada e fingia ser herdeira de uma fortuna milionária, segundo a polícia.

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Como usava identidades falsas, o mandado de prisão precisou ser expedido em dois nomes diferentes. De acordo com a investigação, Michelle teria causado um prejuízo de mais de R$ 10 milhões a uma única vítima no Rio de Janeiro.

O caso envolve uma série de fraudes. Quatro obras de arte dos pintores Sérgio Camargo e Ivan Serpa foram entregues a Michelle pelo dono de um antiquário. Os cheques que ela apresentou como garantia, no entanto, eram sem fundo.

"Ela iria intermediar a negociação com uma galeria de arte. No caso aqui dos autos sabemos que ela realmente intermediou uma negociação com uma galeria de arte de São Paulo, mas ela acabou se apropriando dos quadros", afirmou o delegado Marcos André Buss.

As fraudes não se limitaram ao mercado de arte. Segundo a polícia, Michelle também teria convencido o dono do antiquário a participar de negócios no ramo imobiliário. Ele chegou a transferir mais de R$ 1 milhão para a conta dela e a dar entrada em um apartamento de alto padrão em Copacabana, que ela supostamente estaria vendendo.

Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Rio de Janeiro e em Niterói. Durante a operação policial, batizada de "Tela Falsa", os agentes recuperaram uma das obras de arte, avaliada em R$ 2,5 milhões. O quadro estava na casa de um advogado, que foi preso em flagrante por receptação.

Michelle foi denunciada pelo Ministério Público por estelionato e apropriação indébita. A defesa dela não foi localizada. A mulher ainda é citada em outras 14 investigações envolvendo crimes patrimoniais.