
A faixa de Gaza
REUTERS/Ramadan Abed
Quase dois meses após o início do cessar-fogo em Gaza, o território palestino ainda é alvo de ataques israelenses, e a paz não se estabelece. Israel e Hamas se acusam mutuamente de violações do acordo.
Nesta quinta-feira, Gaza lamentou a morte de mais cinco palestinos em bombardeios israelenses. Em menos de dois meses desde o cessar-fogo, 360 palestinos morreram e quase mil ficaram feridos. A busca diária por sobrevivência continua, já que a entrada de ajuda humanitária no território não é suficiente.
Troca de prisioneiros e reféns
Desde o início do acordo de cessar-fogo, o Hamas libertou 20 reféns vivos e devolveu 27 corpos a familiares israelenses. Em troca, 2 mil prisioneiros palestinos foram soltos.
Israel aguarda agora o corpo do último refém, o policial Ran Gvili, de 24 anos, assassinado em um kibutz no ataque de 7 de outubro de 2023.
Futuro de Gaza é incerto e negociações estão travadas
O futuro da Faixa de Gaza é preocupante. O acordo de cessar-fogo, anunciado em 10 de outubro, previa negociações para uma transição política e a reconstrução do território arrasado. No entanto, pouca coisa avançou desde então.
As conversas estão travadas e não há qualquer prazo estabelecido para a segunda fase do plano de reconstrução. Apesar do otimismo do presidente americano, Donald Trump, que anunciou a segunda fase como "muito breve", o avanço depende de um problema crucial: o Hamas se recusa a se desarmar, e, por consequência, Israel não aceita recuar suas tropas para a fronteira.
Enquanto a situação política e militar segue indefinida, a esperança persiste nas ruínas. Nesta semana, a cidade de Khan Younis, no sul de Gaza, celebrou o casamento coletivo de 54 casais.
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