O Governo do Rio de Janeiro publicou nesta segunda-feira (20) a exoneração de 17 servidores comissionados do Instituto Rio Metrópole, autarquia alvo de uma investigação do Ministério Público que apura um suposto esquema de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
Seis dos exonerados estão presos. Segundo os investigadores, o esquema pode ter causado um prejuízo superior a R$ 80 milhões aos cofres públicos. As suspeitas envolvendo o instituto haviam sido reveladas anteriormente pela BandNews FM.
Entre os exonerados estão o ex-presidente do instituto, Davi Perini Vermelho, e os ex-diretores Franquis Dias Nepomuceno e Maurício Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL). Os três foram presos durante a operação do Ministério Público que investiga as irregularidades na autarquia.
Além deles, o presidente interino do Rio Metrópole determinou a exoneração de outros 14 servidores comissionados. Entre os demitidos estão a ex-fiscal Amanda Ithala Pascoa, também presa na operação, e o produtor de eventos Franklin Silva de Gois.
O Instituto Rio Metrópole é responsável por projetos integrados de mobilidade urbana, saneamento e habitação na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com o MP, a investigação apura a atuação de uma organização criminosa que teria desviado recursos públicos por meio de contratos da autarquia.
Em junho, a BandNews FM revelou a existência de 111 cargos em comissão no Instituto Rio Metrópole e mostrou a nomeação de Franklin Silva de Gois e do filho dele, que ainda cursava Engenharia da Computação. Na ocasião, o produtor de eventos confirmou à reportagem a nomeação do filho e afirmou que tomou a decisão porque "precisava de gente".
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