Jornal da Band

Homem é preso por matar ex-mulher e balear filhas em Guarulhos

Anderson Pereira foi detido em Itaquaquecetuba; estado de São Paulo registra recorde de feminicídios no primeiro trimestre com alta de 40%

Da redação
DA REDAÇÃO

01/05/2026 • 19:34 • Atualizado em 01/05/2026 • 19:34

Homem é preso após matar ex-companheira

Homem é preso após matar ex-companheira

Reprodução/Band

A Polícia Civil prendeu preventivamente Anderson Pereira, acusado de assassinar a tiros sua ex-companheira, Sara de Lima, de 44 anos, no município de Guarulhos, na Grande São Paulo. O crime, ocorrido na residência da vítima, foi registrado por câmeras de segurança que mostram o momento em que o agressor chega ao local com a filha do casal, de apenas 2 anos, antes de efetuar os disparos.

Compartilhar

Além de Sara, que morreu no local após ser atingida no peito, as filhas da vítima também foram alvejadas ao tentarem intervir.

Segundo as investigações, Anderson foi localizado em Itaquaquecetuba e encaminhado para uma delegacia em Guarulhos. As imagens do circuito de segurança revelam a frieza do executor: após realizar seis disparos, ele sai da casa arrumando a arma na cintura e foge.

Jheniffer Tadashi, de 23 anos, filha mais velha de Sara, foi baleada e permanece internada. Outra filha, de 14 anos, foi atingida de raspão. No momento do ataque, quatro crianças e jovens estavam na residência e presenciaram o crime.

Sara de Lima foi enterrada nesta sexta-feira, em Guarulhos. O relacionamento com o assassino havia terminado há dois anos, mas ambos mantinham contato estrito devido à guarda da filha caçula.

Relatos de amigas da vítima indicam que Anderson apresentava um comportamento possessivo e violento. O histórico criminal do acusado já apontava agressões anteriores; em 2021, outra ex-companheira registrou queixas por ameaça e obteve uma medida protetiva contra ele.

Recorde de feminicídios no estado de São Paulo

O caso ocorre em um contexto de escalada da violência de gênero no estado. Os índices de feminicídio em território paulista bateram recorde no primeiro trimestre de 2026. Entre janeiro e março, 86 mulheres foram assassinadas por sua condição de gênero, o que representa uma média de quase um crime por dia.

Em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 61 casos, o aumento é superior a 40%. Segundo dados apresentados pela reportagem, o crescimento acentuado coloca as autoridades em alerta sobre a eficácia das políticas de proteção atuais.

Para o especialista em segurança pública Leandro Piquet, os números refletem a necessidade de uma resposta estatal mais robusta.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informa que planeja criar um novo plano de metas específico para o enfrentamento à violência contra a mulher, além de ampliar as redes de proteção e monitoramento para garantir o cumprimento de medidas protetivas e evitar novos episódios de violência doméstica e familiar.