Jornal da Band

Inflação pressiona custo de vida nos EUA e derruba popularidade de Trump

Preços de alimentos e combustíveis disparam; e desaprovação do presidente chega a 61%

Da redação
DA REDAÇÃO

21/05/2026 • 20:51 • Atualizado em 21/05/2026 • 20:55

A economia dos Estados Unidos atravessa um momento crítico que começa a cobrar um preço elevado na popularidade do presidente Donald Trump. Nova pesquisa revela que a alta da inflação tem corroído o poder de compra das famílias, refletindo em uma alta na desaprovação do governo: os índices negativos subiram para 61%, enquanto a aprovação caiu para 39%.

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Fazer as compras mensais tornou-se um desafio crescente para a população dos Estados Unidos. Dados oficiais apontam que os preços nos supermercados registraram, no último mês, uma alta de 2,9% --o maior patamar desde agosto de 2023. Itens básicos da cesta familiar lideram os reajustes: o tomate disparou 40%, o café subiu 19% e a carne registrou um aumento de 9%.

Além da alimentação, o custo dos combustíveis é um dos principais motores do pessimismo econômico. Nos postos de gasolina, o galão é vendido, em média, a US$ 4,56 (quase R$ 23), um encarecimento de 50% em relação aos valores praticados antes do início das tensões militares com o Irã.

Reflexos na política interna

O levantamento realizado pela rede Fox News evidencia o tamanho do descontentamento. Segundo a pesquisa, 51% dos entrevistados afirmam que sua situação financeira atual é pior do que a vivenciada há dois anos, enquanto apenas 16% relatam uma melhora em relação a 2024.

Esse cenário financeiro está intrinsecamente ligado ao recrudescimento do conflito no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz --rota por onde transita 20% do petróleo consumido mundialmente-- pelo Irã, somado aos impasses diplomáticos, provocou uma escalada no preço do barril de petróleo, pressionando toda a cadeia de custos da economia americana.

Tensão diplomática em Israel

Paralelamente à crise interna, a estratégia externa de Trump enfrenta críticas de aliados próximos. O presidente protagonizou uma conversa tensa com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, após suspender a retomada de ataques americanos ao Irã.

A decisão de Trump de atender a pedidos de aliados do golfo para priorizar negociações diplomáticas com Teerã gerou forte desconforto entre os israelenses, evidenciando o dilema enfrentado pela Casa Branca: buscar uma saída pacífica que possa estabilizar os preços globais de energia ou manter uma postura de confronto que, por ora, tem custado caro à sua base eleitoral doméstica.