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Inteligência Artificial na música: 97% das pessoas não distinguem composições, diz pesquisa

Pesquisa revela que grande maioria dos ouvintes não identifica faixas criadas por robôs; músico expressa preocupação com o futuro da arte

Sonia Blota
SONIA BLOTA

15/11/2025 • 16:17 • Atualizado em 15/11/2025 • 16:17

Inteligência Artificial

Inteligência Artificial

Reprodução

A Inteligência Artificial (IA) torna cada vez mais difícil para o público distinguir entre criações humanas e as geradas por computador, especialmente no campo da música.

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Um exemplo notório é a banda The Velvet Sundown, que alcançou milhões de reproduções e viralizou nas plataformas de streaming em todo o mundo. Um mês após o lançamento de seu álbum, veio a revelação: o grupo não existia e a obra foi inteiramente gerada por IA.

O caso da The Velvet Sundown surpreende até mesmo profissionais da área. A musicista Tânia Tonus considera o uso da Inteligência Artificial na música um assunto "bastante instigante e ao mesmo tempo bastante preocupante", levando a questionamentos sobre o futuro da profissão.

Público se divide sobre o impacto da IA

A dificuldade de distinguir a origem das músicas é confirmada por um estudo realizado na França. Uma pesquisa da Deezer/Ipsos entrevistou nove mil usuários de streaming em oito países, incluindo o Brasil.

Os participantes ouviram três faixas: duas criadas por Inteligência Artificial e uma por humanos. O resultado revela que 97% dos entrevistados não souberam dizer qual gravação era feita por uma pessoa.

O levantamento também aponta que o público se divide sobre o impacto da tecnologia na criação musical. Metade dos ouvintes acredita que a IA pode ajudar na descoberta de novos sons. A outra metade, no entanto, considera que a tecnologia oferece menos qualidade.

A importância da alma na arte

Apesar do avanço tecnológico na composição, grandes nomes da música destacam o valor insubstituível da emoção humana na arte.

Para o maestro João Carlos Martins, embora o robô possa criar uma obra, ele nunca superará o intérprete. O maestro afirma que "a inteligência artificial nunca vai acabar um concerto e o público sair com uma lágrima nos olhos e um sorriso nos lábios. Porque coração e alma depende única e exclusivamente do intérprete."

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