
Israel segue com ataques a Gaza
Reuters
O exército de Israel continua seu avanço devastador sobre Gaza, resultando em mais de 60 mortes palestinas nesta quarta-feira (24). Com hospitais sobrecarregados e transformados em necrotérios improvisados, a situação humanitária se agrava, com mais de 15 mil pacientes, incluindo quase 4 mil crianças, aguardando evacuação para tratamento adequado.
A pressão internacional não parece surtir efeito, mas uma pequena luz de esperança surge nos bastidores da Assembleia Geral da ONU.
Em Nova York, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu líderes árabes e muçulmanos para discutir uma possível solução, que incluiria forças árabes em Gaza para facilitar a retirada de Israel e financiar a reconstrução.
Embora Israel tenha sido informado, não esteve presente na reunião, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deve se encontrar com Trump na próxima segunda-feira.
No Mediterrâneo, um grupo de ativistas que tenta levar ajuda humanitária a Gaza foi atacado com drones, bombas sonoras e substâncias químicas. O Brasil participa da missão com 15 ativistas em 9 barcos.
A Itália, por sua vez, enviou um navio militar para proteger seus cidadãos e exigiu que Israel garantisse segurança e respeitasse o direito internacional. A ONU pediu uma investigação independente sobre os ataques contra a flotilha.
Essa não é a primeira vez que Israel intercepta uma flotilha humanitária. Em junho, uma embarcação foi interceptada em águas internacionais, e alguns passageiros, incluindo o brasileiro Thiago Ávilla, foram detidos e deportados.
O governo israelense tentou minimizar a situação, chamando o barco de "iate de selfies".
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