Jornal da Band

José Antonio Kast toma posse no Chile; Brasil manterá relação estratégica

Apesar da ausência do presidente Lula, governo brasileiro afirma que manterá proximidade política e econômica com a nova gestão chilena.

PEDRO TEIXEIRA

11/03/2026 • 20:11 • Atualizado em 11/03/2026 • 20:11

Resumo

Posse de José Antonio Kast como presidente do Chile ocorreu no Congresso chileno, com promessas de redução de gastos públicos, flexibilização de leis trabalhistas e expulsão de imigrantes irregulares, especialmente venezuelanos.

Representação brasileira foi feita pelo ministro Mauro Vieira, que reafirmou intenção de manter relações políticas e econômicas estratégicas com o Chile, destacando a importância do comércio bilateral de manufaturados brasileiros e minérios, vinhos e pescados chilenos.

Cerimônia de posse contou com presença de líderes conservadores como Javier Milei e Santiago Peña, participação de opositores venezuelanos e ausência de Lula, motivada por desconforto com convite a Flavio Bolsonaro, que esteve presente e interagiu com lideranças de direita.

José Antonio Kast tomou posse hoje como o novo presidente do Chile em cerimônia realizada no Congresso chileno, em Valparaíso. O novo mandatário assume o comando do país com promessas de redução de gastos públicos, flexibilização de leis trabalhistas e expulsão de imigrantes irregulares, com foco em venezuelanos.

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O Brasil foi representado no evento pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Mesmo com a ausência do presidente Lula, o governo brasileiro declarou que pretende manter a boa relação com o país vizinho, tanto na política quanto na economia.

Relação estratégica e comercial

Para o governo brasileiro, a proximidade com os chilenos é vista como estratégica e possui alto potencial econômico. O Brasil exporta principalmente produtos manufaturados, como automóveis e máquinas, enquanto importa do Chile itens como cobre, vinhos e pescados.

Segundo Mauro Vieira, a relação entre as duas nações deve seguir excelente. O ministro destacou que já houve um primeiro contato entre os representantes dos dois governos no Panamá, há alguns dias, e projeta um diálogo positivo para o futuro.

Representantes do governo Kast também defendem a aproximação com o Brasil. A nova gestão chilena assegura que não deve caminhar para um confronto ideológico com líderes de esquerda do continente.

Presença de lideranças conservadoras e bastidores

A cerimônia de posse reuniu um grupo expressivo de líderes da direita e conservadores da região. Estiveram presentes o presidente da Argentina, Javier Milei, e o do Paraguai, Santiago Peña. Também compareceram figuras da oposição venezuelana, como Maria Corina Machado e Juan Guaidó.

A ausência do presidente Lula foi atribuída pelo Itamaraty a mudanças de agenda. No entanto, o convite feito por Kast ao pré-candidato de oposição Flavio Bolsonaro gerou desconforto no Palácio do Planalto e influenciou no cancelamento da viagem presidencial.

Durante o evento, Flavio Bolsonaro cumprimentou lideranças de direita presentes. O ministro Mauro Vieira e o senador ocuparam o mesmo ambiente durante as celebrações em Santiago.