O cenário econômico internacional tem gerado cautela entre empresários e especialistas brasileiros, que buscam alternativas para evitar os reflexos do que vem sendo chamado de "tarifaço" de Trump.
A comentarista do Jornal da Band Juliana Rosa aponta que o setor produtivo defende uma atuação pautada pela racionalidade, buscando atender a interesses americanos sem negociar questões consideradas inegociáveis pelo Brasil, como o sistema Pix.
Segundo Juliana Rosa, o diálogo com os Estados Unidos pode avançar se o Brasil apresentar um conjunto de medidas estratégicas. A comentarista detalhou cinco pontos que possuem potencial para mitigar riscos de retaliação tarifária:
- Redução de tarifas para o etanol: Facilitar a entrada do produto americano no mercado nacional;
- Cooperação em minerais críticos: O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras e precisa de investimentos para "processar para agregar valor aqui dentro do país";
- Acordo global de e-commerce: Revisar a posição contrária do Brasil a um acordo que prevê a isenção de impostos sobre transmissão de dados e streaming;
- Redução de prazos de patentes: Atender à demanda americana sobre a agilidade na aprovação de patentes no país;
- Combate à pirataria: Implementar ações de fiscalização mais rigorosas.
"Vão-se os anéis, ficam os dedos"
Para Juliana Rosa, a chave para o sucesso dessa aproximação está no equilíbrio diplomático. A comentarista citou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que utilizou um ditado popular para descrever a estratégia necessária: "Vão-se os anéis ficam os dedos".
A essência do conselho é "preservar o que é inegociável", mas manter o jogo de cintura para proteger o conjunto da economia brasileira. O foco, segundo a análise, é garantir a viabilidade das exportações nacionais enquanto se negocia uma relação de menor atrito com os Estados Unidos.
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