Jornal da Band

Juliana Rosa: BC está cortando juros devagar por causa da alta da inflação

Segundo a análise de Juliana Rosa, a autoridade monetária encontra entraves para promover cortes mais agressivos na Selic porque o índice geral de preços apresenta aceleração recente

Por Redação
REDAÇÃO

17/06/2026 • 20:58 • Atualizado em 17/06/2026 • 21:08

Juliana Rosa
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (17) uma nova redução na taxa básica de juros do país. O corte de 0,25 ponto percentual faz a Selic recuar de 14,5% para 14,25% ao ano. A medida era aguardada por analistas do setor financeiro, mas indica um ritmo desacelerado na flexibilização da política monetária devido às pressões inflacionárias.

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Segundo a análise de Juliana Rosa, a autoridade monetária encontra entraves para promover cortes mais agressivos na Selic porque o índice geral de preços apresenta aceleração recente. O próprio Banco Central elevou as suas projeções oficiais para o comportamento da inflação. Para este ano, a expectativa oficial é que o indicador atinja o patamar de 5%.

Para o encerramento do próximo ano, a instituição projeta que a inflação feche em 3,7%. O índice representa um recuo frente ao cenário do ano corrente, mas ainda se mostra insuficiente para atingir o centro da meta estipulada pelo governo federal, que é de 3%.

Juliana Rosa ressalta que o Banco Central manifesta disposição para dar continuidade ao ciclo de redução de juros. Para compatibilizar a queda da Selic com o controle de preços, a autoridade monetária sinaliza que está alongando o horizonte de convergência. A estratégia consiste em trabalhar para que a meta inflacionária de 3% seja consolidada no ano de 2028.

Tensões geopolíticas e clima trazem incertezas

O cenário traçado pelo Copom aponta uma série de riscos fiscais e climáticos que exigem cautela na condução da política juros. O colegiado cita os impactos econômicos decorrentes da persistência do conflito militar no Oriente Médio, além dos reflexos gerados por estímulos governamentais de incentivo ao consumo doméstico.

Fatores climáticos como o fenômeno El Niño também são acompanhados de perto. A atuação do fenômeno climático mantém forte interferência nos custos de produção de energia e de alimentos, setores com grande peso na formação dos índices de inflação.

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