O Banco Central reduziu nesta quarta-feira a taxa básica de juros do país, a Selic, de 14,75% para 14,5% ao ano. O corte foi pequeno e dentro do esperado, com a palavra cautela dominando o comunicado da instituição.
A decisão reflete o cenário de pressão inflacionária provocado pela disparada do petróleo, que já se faz sentir no Brasil com a alta de combustíveis, alimentos e produtos industriais. O BC sinalizou a intenção de fazer um novo corte na próxima reunião, em junho, ao incluir no comunicado a expressão "extensão da calibragem". No entanto, deixou a porta aberta para pausar o ciclo de queda caso as consequências da guerra no Oriente Médio piorem significativamente.
O cenário externo segue pressionado. O petróleo Brent voltou a subir com força nesta quarta e fechou a 110 dólares o barril. O dólar subiu para R$ 5,00 diante das dificuldades para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã. As projeções de inflação do Banco Central aumentaram, assim como os riscos em relação à duração da guerra.
Com um recorde de pessoas e empresas endividadas, os juros podem permanecer elevados por mais tempo, o que pressiona ainda mais o orçamento das famílias brasileiras.
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