O governo federal anunciou um pacote de socorro financeiro para conter os prejuízos causados pelo aumento nas tarifas de exportação para os Estados Unidos. A taxa passou a valer nesta quarta-feira (22). A medida foi recebida de forma positiva pelos setores atingidos, segundo análise da comentarista de economia Juliana Rosa.
Os empresários elogiaram, sobretudo, a agilidade na resposta do governo e o volume de recursos alocados. Batizado de Brasil Soberano 3, o programa disponibilizará R$ 30 bilhões em linhas de crédito com juros abaixo das taxas praticadas pelo mercado.
O montante se aproxima do orçamento da fase anterior (Brasil Soberano 2), que já registra alta procura no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), somando R$ 19 bilhões em pedidos de crédito para capital de giro e adaptação operacional.
Redirecionamento de mercado e o risco da dependência
Apesar do alívio com a oferta de crédito, Juliana Rosa chama a atenção para um gargalo estrutural enfrentado pelos exportadores brasileiros:
- Incompatibilidade de produtos: O tipo de mercadoria que deixa de ser absorvido pelo mercado norte-americano não é facilmente transferido para outros parceiros internacionais.
- Crescimento de commodities: Dados do Centro de Negócios Globais da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam que, embora o volume total das exportações brasileiras continue em alta este ano, o crescimento para destinos como a China está concentrado em produtos brutos e commodities, como petróleo e minério de ferro.
- Concentração de risco: Depender excessivamente da demanda chinesa gera vulnerabilidades. A recomendação da especialista é que o Brasil diversifique seus parceiros comerciais no cenário global sem abandonar as negociações com os Estados Unidos para mitigar as barreiras tarifárias.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber


