A PF acredita que Paulo Henrique Costa possui informações cruciais sobre a origem de títulos fraudulentos utilizados pelo Master. A defesa do ex-presidente do BRB nega qualquer intenção de fechar um acordo de delação premiada, afirmando que o objetivo é apenas "esclarecer contradições".
As suspeitas de vazamento de dados ganharam força após a revelação de conexões entre membros do tribunal e o Banco Master, de propriedade de Daniel Vorcaro. O cenário envolve:
- Contrato Milionário: A contratação do escritório de Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, pelo Banco Master por R$ 129 milhões.
- Venda de Patrimônio: A investigação aponta que uma empresa ligada ao ministro Dias Toffoli e seus irmãos vendeu a participação em um resort para fundos associados a Vorcaro.
- Gestão BRB: O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, solicitou um novo depoimento à PF para esclarecer contradições de uma acareação realizada com Daniel Vorcaro. Foi na gestão de Costa que o BRB tentou comprar o Banco Master, operação posteriormente suspensa pelo Banco Central por denúncias de fraude.
Festas em Trancoso e investigação do MP
O Ministério Público solicitou a abertura de um processo para identificar autoridades que teriam frequentado festas na casa de veraneio de Daniel Vorcaro em Trancoso, na Bahia. O caso ganhou repercussão após a divulgação de mensagens da antiga proprietária do imóvel, Sandra Habib, que reclamava ao corretor sobre o uso da residência para festas com prostitutas.
A defesa de Daniel Vorcaro rebate as acusações e o pedido de investigação, classificando as suspeitas como "ilações" e uma "invasão na esfera privada" do empresário. O STF e a Polícia Federal buscam agora separar as relações privadas das possíveis interferências em processos judiciais e movimentações financeiras ilícitas que motivaram a suspensão da venda do banco pelo Banco Central.
PF deve colher depoimentos
A Polícia Federal (PF) deve colher, na próxima semana, os depoimentos de quatro servidores da Receita Federal e do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) suspeitos de vazar informações fiscais sigilosas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação apura se houve a venda de dados sobre a movimentação financeira de integrantes da Corte. Sindicatos da categoria defendem que acessos "motivados" não configuram quebra de sigilo, mas os delegados buscam identificar se a consulta aos sistemas foi feita de forma ilícita para alimentar pressões políticas ou financeiras.
O caso ganha contornos de crise interna no Judiciário devido à condução do ministro Alexandre de Moraes. Ao autorizar operações para apurar os vazamentos, Moraes causou irritação em colegas de tribunal.
A avaliação entre outros ministros é de que a permissão para tais diligências deveria partir do presidente da Corte, Edson Fachin, uma vez que Moraes é apontado como uma das vítimas dos vazamentos. Juristas criticam a manutenção do caso sob o "guarda-chuva" do Inquérito das Fake News, argumentando que a investigação deveria ser distribuída de forma independente ou remetida à primeira instância.
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