Jornal da Band

PF investiga vazamento em megaoperação contra o PCC; chefes do esquema escaparam

Oito dos 14 alvos de mandados de prisão não foram encontrados, incluindo líderes de esquema bilionário que usava o setor de combustíveis para lavar dinheiro

Da redação
DA REDAÇÃO

29/08/2025 • 20:09 • Atualizado em 29/08/2025 • 20:09

A Polícia Federal investiga um possível vazamento de informações ocorrido antes da megaoperação deflagrada na última quinta-feira (28) contra um esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo PCC.

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A ação resultou na prisão de seis pessoas, mas oito dos 14 alvos com mandados de prisão expedidos não foram localizados e são considerados foragidos. Entre eles estão os líderes da organização criminosa.

Um inquérito foi aberto especificamente para apurar se houve facilitação por parte de algum agente público ou um vazamento interno que permitiu a fuga dos investigados.

Entre os foragidos estão Mohamad Hussein Mourad, conhecido como "Primo", e Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", ambos apontados como integrantes da cúpula do esquema. Os outros seis procurados são empresários ligados principalmente ao setor de combustíveis.

Esquema bilionário no setor de combustíveis

A operação desarticulou uma rede criminosa que movimentava bilhões de reais através de toda a cadeia do etanol, controlando mais de mil postos de combustíveis em todo o país. A investigação descobriu uma estrutura complexa de empresas de fachada e "laranjas" usada para ocultar o patrimônio dos chefes do grupo.

Mohamad Mourad, o "Primo", utilizava locadoras para registrar caminhões que, na verdade, eram operados por suas próprias companhias. Além disso, ele registrava mulheres, incluindo familiares, como proprietárias de dezenas de empresas. Ele também é apontado como o principal beneficiário de quatro usinas de combustível adquiridas pela facção.

Segundo Márcia Meng, superintendente da Receita Federal em São Paulo, o grupo se aproveitava de usinas com proprietários em recuperação judicial. Os criminosos quitavam as dívidas, assumiam o controle das operações, mas mantinham os nomes dos donos originais nos registros, forçando donos de postos a comprar gasolina do esquema.

A investigação revelou ainda que a facção detinha um patrimônio superior a R$ 30 bilhões, distribuído em 42 fundos de investimentos. A maioria desses fundos estava sediada na Avenida Faria Lima, em São Paulo, o coração do centro financeiro do país.

O próximo passo da força-tarefa é analisar milhares de documentos e arquivos de computador apreendidos durante a operação. O material servirá como base para a próxima fase da investigação, que busca rastrear todo o patrimônio ilícito e identificar outros integrantes da organização.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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