Um menino de 10 anos está internado em estado grave após cair do quarto andar de um edifício em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a criança utilizou um objeto cortante para romper a rede de proteção instalada na janela da sala, perdeu o equilíbrio e sofreu a queda.
O acidente ocorreu enquanto o menor estava sozinho no imóvel. O pai da criança relatou aos policiais que deixou o filho dormindo e saiu acompanhado da filha de 4 anos para comprar pão. A mãe do menino estava trabalhando no momento do ocorrido. O caso agora é alvo de um inquérito instaurado pela Polícia Civil para apurar se houve o crime de abandono de incapaz.
Avaliação psicológica e segurança infantil
Especialistas alertam para os riscos de deixar crianças sem supervisão, independentemente da presença de itens de segurança. Psicólogos discutem a idade em que um jovem estaria apto a permanecer sozinho, ressaltando que a maturidade cognitiva para entender riscos varia, mas a vigilância constante é indispensável em ambientes com janelas e sacadas.
O incidente em Santa Luzia não é um fato isolado e reacende o alerta sobre a segurança em condomínios. A fragilidade das redes de proteção diante de cortes intencionais é um ponto de atenção para pais e responsáveis, reforçando que o equipamento é preventivo para quedas acidentais, mas pode não resistir a intervenções diretas.
Reincidência de quedas em prédios residenciais
O país registrou outros casos graves de quedas de menores recentemente. No final do ano passado, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, o menino Brenno Fernandes, de 4 anos, sobreviveu após cair do 10º andar. Ele teria subido na janela do banheiro do apartamento. Após passar por três procedimentos cirúrgicos, a criança recebeu alta e retornou para casa neste último final de semana.
Em novembro, um episódio semelhante terminou em tragédia em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Um menino de 5 anos morreu após cair do 12º andar de um edifício, também a partir da janela do banheiro, local que frequentemente não possui redes de proteção instaladas. As autoridades reforçam a necessidade de revisão técnica das telas e a supervisão ininterrupta de menores de idade.
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