Jornal da Band

Terremoto na Colômbia deixa mais de 250 mortos e provoca devastação

Número de vítimas ultrapassa duas centenas; moradores e bombeiros realizam buscas entre escombros e cidades enfrentam desabastecimento

FERNANDA BARBOSA

11/08/2026 • 19:49 • Atualizado em 12/08/2026 • 00:40

Terremoto na Colômbia deixa mais de 250 mortos e provoca devastação

Terremoto na Colômbia deixa mais de 250 mortos e provoca devastação

Reuters/Stringer

Subiu para mais de 250 o número de mortos em decorrência do forte terremoto que atingiu a Colômbia. O abalo sismico causou a destruição de edifícios e casas em diversas cidades do país, mobilizando equipes de resgate, militares e voluntários em uma corrida contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros.

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Entre os resgates registrados pelas equipes de socorro, uma mãe e um bebê de seis meses foram retirados com vida das ruínas de um prédio. Durante os trabalhos de busca, os socorristas pediam silêncio à população local para conseguir ouvir eventuais chamados de socorro vindos de baixo das pedras e estruturas colapsadas.

Na cidade de Cali, moradores organizaram correntes humanas para auxiliar bombeiros e militares na remoção manual de entulho. Famílias inteiras aguardam por notícias de parentes desaparecidos, enquanto a estrutura urbana da região foi severamente comprometida.

Destruição de imóveis e crise de desabastecimento

Segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 5 mil casas foram danificadas ou completamente destruídas pelo abalo, além do colapso de ao menos 60 edifícios. O impacto da tragédia deixou as unidades de saúde locais no limite da capacidade de atendimento.

A infraestrutura das cidades atingidas sofreu graves interrupções. Em Cali, as autoridades decretaram toque de recolher com o objetivo de facilitar o trânsito dos veículos de resgate e evitar saques a estabelecimentos comerciais. Em Pereira, os serviços de telefonia celular operam com cerca de 10% da capacidade, e a falta de gás e eletricidade compromete o funcionamento de supermercados e restaurantes, gerando escassez de alimentos e água potável.

Para responder à emergência, a capital Bogotá e outros grandes centros urbanos da Colômbia montaram pontos de coleta de suprimentos. Voluntários, universitários, trabalhadores de empresas privadas e integrantes do Exército atuam na triagem e no empacotamento de doações de água potável, alimentos não perecíveis e itens de higiene pessoal destinados às populações desabrigadas. As operações de busca por vítimas e a distribuição de ajuda humanitária seguem em andamento nas áreas mais atingidas pelo tremor.