O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou a continuidade e o endurecimento da ofensiva militar contra o Irã em um pronunciamento realizado nesta quarta-feira (1º). A declaração de Trump, que durou cerca de 20 minutos, causou uma reação imediata no mercado financeiro, com nova disparada nos preços do petróleo, e elevou a tensão com aliados europeus e potências como a China.
Reação agressiva e ameaças do Irã
Após a fala do líder americano, o governo do Irã reagiu prontamente por meio de seus porta-vozes militares. O exército iraniano afirmou que o conflito na região só terá fim com a "aniquilação do inimigo" e prometeu realizar ataques ainda mais devastadores contra alvos dos Estados Unidos e de Israel.
A escalada verbal é uma resposta direta à intenção declarada de Trump de intensificar os bombardeios por um período de duas a três semanas. Segundo o presidente dos Estados Unidos, o Irã se recusa a assinar um novo acordo que exija a interrupção definitiva de seu programa nuclear, o que justifica, na visão de Washington, a manutenção da pressão militar.
Trump também afirmou que os Estados Unidos não dependem mais do petróleo que trafega pelo Estreito de Ormuz, rota comercial estratégica controlada pelos iranianos. O presidente sugeriu que outros países devem assumir a responsabilidade e ter "coragem" para proteger essa via marítima.
Tensão com aliados e críticas a líderes europeus
O tom adotado por Trump também atingiu diretamente os aliados tradicionais da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O presidente americano voltou a cogitar a retirada dos EUA da aliança e criticou o Reino Unido e a França pela falta de apoio militar nas operações recentes.
Em tom jocoso, Trump relatou diálogos com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e fez comentários pessoais sobre o presidente francês, Emmanuel Macron. A estratégia das lideranças europeias, até o momento, tem sido evitar respostas diretas para não agravar a crise diplomática com a Casa Branca, focando as críticas apenas no regime iraniano.
Impacto econômico global e posição da China
Enquanto o Ocidente discute estratégias militares, o Reino Unido acusou o Irã de manter a economia global refém ao ameaçar o Estreito de Ormuz. O bloqueio ou instabilidade na região afeta diretamente o fornecimento de gás para a Ásia, fertilizantes para a África e combustíveis para a aviação em todo o mundo.
Por outro lado, a China atribui a responsabilidade da crise aos Estados Unidos e a Israel. Para o governo de Pequim, a raiz da instabilidade no Oriente Médio está no que classifica como "operações militares ilegais" conduzidas pelos americanos e israelenses na região.
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