Jornal da Band

Trump rejeita proposta do Irã e mantém bloqueio naval no Estreito de Ormuz

Presidente americano sinalizou a empresários do setor petrolífero que o bloqueio naval pode ser mantido por meses, segundo a imprensa local

EDUARDO BARÃO

29/04/2026 • 20:21 • Atualizado em 29/04/2026 • 20:21

Os Estados Unidos rejeitaram a última proposta do Irã para reabertura do Estreito de Ormuz. Teerã havia sugerido liberar o tráfego de navios no estreito em troca do fim do bloqueio americano aos seus portos, mas Trump recusou o acordo.

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Segundo o site Axios, o presidente sinalizou a empresários do setor petrolífero que o bloqueio naval pode ser mantido por meses, com o objetivo de sufocar a economia iraniana e impedir novas ações militares na região.

O impasse reflete diretamente nos preços do petróleo. Durante o dia, o barril chegou próximo aos US$ 120, o maior patamar em quase quatro anos. Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina ultrapassou US$ 4,23 o galão e não para de subir.

O custo econômico do conflito pesa na popularidade de Trump. Uma pesquisa divulgada hoje pela agência Reuters mostra que a desaprovação ao presidente saltou de 41% no início de 2025 para 64% atualmente. No mesmo período, a aprovação caiu de 47% para 34%, o pior índice desde o início do mandato.

A pressão também se fez sentir no Congresso. Durante audiência no Pentágono, parlamentares questionaram os custos da operação e a falta de clareza sobre os objetivos americanos no Irã.

O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou que os Estados Unidos estão vencendo o conflito e que estão preparados para uma escalada prolongada de tensão. Segundo ele, a ofensiva já custou US$ 25 bilhões aos cofres públicos.

No cenário diplomático, o presidente russo Vladimir Putin ligou para Trump e alertou que novos ataques contra alvos iranianos teriam consequências prejudiciais. Trump, por sua vez, afirmou que Putin queria se envolver na questão do enriquecimento de urânio iraniano. O regime iraniano, por sua vez, garante que o fornecimento e a distribuição de combustíveis seguem normais no país.