Jornal da Band

Voluntárias acolhem vítimas e reforçam combate à violência contra mulheres

Profissionais se organizam em ONG para atender vítimas de agressões e romper ciclos de violência no país

Roberta Scherer
ROBERTA SCHERER

20/07/2026 • 22:32 • Atualizado em 20/07/2026 • 22:33

Uma rede composta por advogadas e psicólogas voluntárias presta atendimento gratuito a mulheres em situação de vulnerabilidade e violência de gênero em todo o Brasil. A iniciativa integra as ações da organização não governamental Mapa do Acolhimento, que atua para oferecer suporte diante de agressões e ameaças corporais.

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O trabalho voluntário conecta profissionais de saúde mental e do direito diretamente às vítimas que buscam auxílio. A plataforma da ONG visa conscientizar as mulheres sobre a ausência de responsabilidade delas nos episódios de agressão e orientar sobre as medidas cabíveis para garantir a integridade física de cada uma.

Em uma década de atuação nacional, o Mapa do Acolhimento prestou assistência a mais de 30 mil solicitações de ajuda. O acompanhamento psicológico e jurídico busca viabilizar o rompimento do ciclo de agressões vivenciado pelas atendidas no ambiente doméstico ou em relacionamentos.

A professora Jéssica relatou que o suporte informativo fornecido pelo grupo permitiu identificar os abusos sofridos e buscar orientação especializada. Ela afirmou que vivenciava episódios de enforcamento e cárcere privado dentro do próprio lar antes de receber o suporte da rede de apoio.

A mobilização das voluntárias ganha relevância em meio a dados que indicam o registro de um feminicídio a cada seis horas no país, em sua maioria praticados por companheiros ou ex-companheiros das vítimas. A atuação do grupo se soma às leis de proteção vigentes no Código Penal, como a Lei Maria da Penha e a lei do stalking.

Band Não Se Cala: conheça campanha

A prestação do serviço voluntário integra a divulgação da campanha Band Não Se Cala, lançada pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. O projeto jornalístico busca visibilidade para iniciativas comunitárias de suporte, cobrando rigor nas punições judiciais aplicadas aos agressores.

Segundo a cobertura da emissora, a articulação entre o acolhimento voluntário e a difusão de dados informativos busca encorajar denúncias formais diante de casos de agressão. As profissionais da ONG mantêm o atendimento contínuo para demonstrar a viabilidade de uma rotina sem violência para as assistidas.