Jornal da Noite

Itamaraty condena violação de trégua após morte de brasileiros no Líbano

Governo brasileiro cobra fim imediato das hostilidades e retirada das forças israelenses; mãe e filho de 11 anos morreram em ataque neste domingo ao sul do país

NATHÁLIA PASE

28/04/2026 • 00:13 • Atualizado em 28/04/2026 • 00:13

O Itamaraty classificou como "reiteradas e inaceitáveis" as violações à trégua anunciada em 16 de abril no Líbano e cobrou o fim imediato das hostilidades após um ataque israelense matar dois brasileiros nesta segunda (28) em um distrito ao sul do país. O governo reiterou sua "mais veemente condenação" a todos os ataques perpetrados tanto pelas forças israelenses quanto pelo Hezbollah.

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Na nota, o Itamaraty condenou ainda as demolições de residências que levaram ao deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses e cobrou a retirada completa das forças israelenses do território libanês.

As vítimas brasileiras são uma mãe e um filho de 11 anos. O pai, de origem libanesa, também morreu no ataque. Outro filho do casal, também brasileiro, segue hospitalizado. Segundo fontes do Itamaraty, os dois filhos são do sexo masculino. A expectativa é de que nesta terça-feira seja divulgada uma atualização sobre o estado de saúde do sobrevivente. A identidade das vítimas não foi divulgada até o momento.

A família estava em casa quando ocorreu a ofensiva. O ataque aconteceu após o exército israelense emitir alertas de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos da região. Israel afirma que as ações foram motivadas por supostas violações do cessar-fogo pelo Hezbollah.

A Embaixada do Brasil em Beirute está em contato com a família das vítimas para prestar apoio e acompanha a situação do filho hospitalizado. O cessar-fogo havia sido prorrogado até a metade de maio, mas Israel iniciou novos ataques na região neste domingo. Nas últimas semanas, o Brasil vinha defendendo que a trégua entre Israel e Irã fosse estendida ao Líbano, garantindo a soberania do país.

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