O mundo viveu momentos de extrema agonia nesta terça-feira (7) diante da iminência de um conflito de proporções catastróficas. Após o presidente americano Donald Trump declarar que "uma civilização inteira morreria em uma noite", um recuo de última hora transformou o cenário de guerra em um cessar-fogo temporário. Sob mediação do Paquistão, Estados Unidos, Irã e Israel selaram um acordo que interrompe as hostilidades por, pelo menos, duas semanas.
O dia começou sob a sombra de um novo ultimato da Casa Branca. Donald Trump exigiu a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, ameaçando a destruição total do Irã caso o prazo não fosse cumprido. Enquanto a tensão escalava, o Conselho de Segurança da ONU se reunia em caráter emergencial. No entanto, a tentativa de uma resolução conjunta fracassou devido aos vetos da Rússia e da China, deixando o caminho aberto para a ação militar.
No Irã, a população respondeu ao chamado do governo formando cordões humanos em pontos estratégicos, como usinas elétricas e pontes, em uma tentativa simbólica de proteger o país. O regime dos aiatolás subiu o tom, afirmando que qualquer ataque americano seria respondido com a mesma intensidade contra aliados dos Estados Unidos em todo o Golfo Pérsico.
Faltando apenas uma hora e meia para o encerramento do prazo dado pelo governo americano, Donald Trump publicou uma mudança de postura. O presidente condicionou a suspensão dos bombardeios à reabertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz, revelando ter recebido uma proposta de dez pontos do Irã, via Paquistão, que servia como base viável para negociação.
Pouco depois, o Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou a aceitação dos termos. Teerã concordou em suspender suas ações defensivas e garantir a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz, sob a condição de que suas próprias Forças Armadas coordenem as operações. A trégua foi estendida também ao sul do Líbano, região frequentemente atingida por conflitos entre Israel e o grupo Hezbollah.
A importância estratégica do Estreito de Ormuz
A reabertura do canal, que possui apenas 33 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito, é vital para a estabilidade econômica global. Por essa rota transitam 20% do petróleo e gás consumidos no planeta, além de 30% da produção mundial de fertilizantes.
Como parte do acordo, o governo iraniano está autorizado a cobrar uma taxa dos navios que atravessarem o estreito durante o período de trégua. Segundo autoridades iranianas, os recursos arrecadados serão destinados à reconstrução de áreas afetadas pelos combates iniciados em 28 de fevereiro.
O desfecho coloca em "modo de espera" o ponto mais perigoso da crise diplomática até aqui, embora a estabilidade da região ainda dependa do cumprimento integral dos dez pontos acordados.
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