Mais uma audiência de instrução do julgamento dos casos de transplantes de órgãos com HIV no Rio de Janeiro deve acontecer nesta segunda-feira (22). O processo criminal tramita sob sigilo.
Em 2024, seis pacientes passaram a conviver com HIV após falhas em exames laboratoriais realizados pelo laboratório contratado pela Fundação Saúde, o PCS LAB Saleme. O erro levou ao transplante de órgãos contaminados.
Os réus são quatro funcionários e dois sócios do laboratório, Matheus e Walter Vieira, que são tio e primo do ex-secretário de Saúde do Rio, Doutor Luizinho.
Um dos seis pacientes que recebeu transplante de um órgão infectado pelo vírus HIV morreu em março, segundo informações confirmadas pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). A vítima era uma mulher de 64 anos e estava em acompanhamento médico desde a confirmação da infecção.
Relembre o caso
Em outubro de 2024, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou que investigava a infecção por HIV de seis pacientes que tinham sido submetidos a transplantes de rins, fígado, coração e córnea. O caso foi revelado com exclusividade pelo jornalismo da Band.
O laboratório PCS Saleme, contratado pelo governo estadual em dezembro de 2023, por intermédio da Fundação Saúde, para fazer exame de sorologia, emitiu laudos fraudulentos, que não acusaram a presença do HIV em órgãos de dois doadores.
Após o caso ter sido tornado público, o laboratório PCS Saleme foi interditado pela Vigilância Sanitária estadual e o contrato com o governo do estado rescindido. O escândalo provocou a renúncia da direção da Fundação Saúde.
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