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Leitura para crianças aumenta criatividade e empatia

Especialistas e estudos indicam que o hábito de ler antes de dormir melhora o foco, a comunicação e a regulação emocional desde a primeira infância.

Da redação
DA REDAÇÃO

17/01/2026 • 21:16 • Atualizado em 17/01/2026 • 21:16

O incentivo à leitura na infância consolida-se como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento cognitivo e emocional. Especialistas apontam que o hábito de ler, especialmente no período que antecede o sono, amplia a criatividade e desperta a empatia nas crianças, servindo como uma alternativa eficaz ao uso excessivo de telas.

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Em São Paulo, iniciativas como o projeto "Lê no Ninho", realizado na Biblioteca Parque Villa-Lobos, buscam integrar pais e filhos da primeira infância nesse universo. Anderson Carlos da Silva, líder de atendimento da biblioteca, ressalta que o contato com os livros auxilia a criança a melhorar o foco e a comunicação, além de proporcionar uma nova leitura de mundo e fortalecer a relação com os pais e outras crianças.

Benefícios neurológicos e emocionais

Um estudo publicado por uma revista científica americana reforça que a rotina diária de leitura com crianças de seis a oito anos otimiza a capacidade imaginativa. Segundo a pediatra Mariana Lombardi Novello, especialista em Neurociência e Desenvolvimento Infantil, o ato de ler à noite ajuda a criança a organizar as experiências vividas durante o dia.

Novello explica que, ao entrar em contato com diferentes perspectivas e histórias, a criança desenvolve a capacidade de sentir as emoções dos personagens, o que promove uma regulação emocional profunda. Esse processo é descrito como um "investimento silencioso" que prepara o indivíduo para a vida adulta.

O papel da família na formação do hábito

A prática da leitura é frequentemente um hábito transmitido entre gerações. Na rotina de crianças como Manuela, de 8 anos, a leitura de trechos de livros antes de dormir já faz parte do cotidiano, incentivada por seus pais.

Para que a atividade seja ainda mais proveitosa, especialistas recomendam que os adultos façam pausas durante o texto para conversar sobre o que foi lido. Essa interação, de acordo com as análises apresentadas no Jornal da Band, evita a perda de habilidades como a imaginação e o foco, comumente prejudicadas pela exposição prolongada à tecnologia

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