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Lula pede renovação do Conselho da ONU: "Máquina de escrever do século XX"

Ao lado do primeiro-ministro Narendra Modi, Lula reforçou a necessidade de uma governança multilateral mais justa e regida pelo direito internacional

Da redação
DA REDAÇÃO

21/02/2026 • 08:47 • Atualizado em 21/02/2026 • 08:47

Durante sua agenda oficial em Nova Deli, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu de forma enfática a renovação do Conselho de Segurança da ONU, argumentando que a atual estrutura carece de representatividade para lidar com um cenário global turbulento. Ao lado do primeiro-ministro Narendra Modi, Lula reforçou a necessidade de uma governança multilateral mais justa e regida pelo direito internacional.

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Para ilustrar a urgência da modernização das Nações Unidas, o presidente brasileiro utilizou uma metáfora sobre a defasagem tecnológica das estruturas políticas atuais. Lula citou uma frase do próprio primeiro-ministro indiano para destacar que o mundo mudou, mas as instituições permanecem estagnadas:

"É impossível rodar um software do século XXI em velhas máquinas de escrever do século XX."

Liderança do Sul Global

Lula destacou que a alternância de lideranças em blocos como o G20 e o BRICS entre Brasil e Índia é fundamental para fortalecer os interesses dos países em desenvolvimento, o chamado "Sul Global". Ele lembrou que os dois países são "bordos fundamentais" em órgãos como a OMC e as Nações Unidas, atuando como parceiros estratégicos no aprofundamento do diálogo internacional.

O presidente também relembrou a trajetória do G4 — grupo formado por Brasil, Índia, Alemanha e Japão — que há mais de duas décadas pleiteia a ampliação do Conselho de Segurança. Segundo Lula, as candidaturas de Brasil e Índia a assentos permanentes são "naturais", e a reforma do órgão, embora ainda não tenha ocorrido, é um evento que "certamente vai acontecer logo".

O discurso foi encerrado com a premissa de que a paz e o desenvolvimento sustentável são indissociáveis, reforçando que não há justiça em um mundo conflagrado por conflitos que as atuais ferramentas diplomáticas não conseguem resolver.