Os metroviários de São Paulo decidiram suspender a greve que estava programada para esta quarta-feira (13) na capital paulista. A decisão foi tomada no início da noite desta terça-feira (12) em assembleia realizada pela categoria.
Dentro da proposta do governo estadual para a categoria estava o reajuste de 4,47%, sendo um ponto percentual acima do IPC-Fipe, que foi de 3,37%, no período, a ser processado já na folha de pagamento de maio. A proposta também apontava aumento de efetivo com empréstimo de 400 profissionais da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para o Metrô.
A paralisação era, segundo os metroviários, uma resposta a uma crise estrutural e de gestão na companhia. "Em 10 anos, o quadro de funcionários reduziu para metade. A luta para abrir concurso é um dos motivos da greve”, afirmou o Sindicato dos Metroviários.
Como alternativa à paralisação total, o sindicato propunha implementação da catraca livre. A categoria afirmava que, caso o governo aceitasse liberar a passagem gratuita para os usuários, os metroviários trabalhariam normalmente, garantindo o funcionamento da operação.
A greve aconteceria apenas nas linhas sob administração do governo estadual. As linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda e as linhas da CPTM não fariam parte da mobilização.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT-2) já tinha determinado que a categoria deveria manter um efetivo mínimo em caso de paralisação. Seria 100% nos horários de pico (6h às 9h e 16h às 19h) e 60% nos demais horários, sob risco de multa diária de R$ 200 mil para o sindicato.
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