Band Jornalismo

Metroviários marcam greve para quarta-feira (13) em São Paulo

Decisão final será discutida em assembleia com o sindicato no dia 12 de maio

NICOLE DEFILLO

07/05/2026 • 05:51 • Atualizado em 07/05/2026 • 13:15

Metrô de SP

Metrô de SP

Agência Brasil

Os funcionários do Metrô de São Paulo aprovaram estado de greve e convocaram uma assembleia para decidir sobre uma paralisação prevista para a próxima quarta-feira (13). A reunião da categoria está marcada para a noite de terça (12), quando os trabalhadores vão definir se a greve será mantida.

Compartilhar

Segundo o Sindicato dos Metroviários, a mobilização ocorre em meio a reivindicações ligadas à contratação de funcionários, plano de saúde, equiparação salarial e pagamento da Participação nos Resultados (PR). A entidade afirma que o número de empregados diminuiu nos últimos anos e aponta aumento da demanda de trabalho nas estações e setores operacionais.

Os metroviários também cobram a abertura de concursos públicos para recomposição do quadro de trabalhadores. De acordo com o sindicato, as negociações com a direção do Metrô e com o governo paulista não avançaram nas últimas rodadas de conversa.

Caso a paralisação seja confirmada, a greve deve começar à 0h de quarta-feira. Ainda não há definição oficial sobre o impacto na circulação dos trens nem quais linhas poderão ser afetadas.

O Metrô de São Paulo opera atualmente as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Até o momento, a companhia não divulgou um plano de contingência para eventual interrupção parcial do serviço.

Confira o pronunciamento oficial do sindicato:

As reportagens do programa Fantástico mostram a realização de um serviço de excelência no Metrô SP. Na pesquisa de satisfação dos passageiros, referente ao ano de 2025, 76,3% das pessoas disseram que o serviço metroviário é BOM ou MUITO BOM. Essa entrega, porém, se dá às custas da saúde dos trabalhadores: em 10 anos, o quadro de funcionários do Metrô reduziu para praticamente a metade: hoje, há 5.663 funcionários distribuídos em todas as áreas de atendimento, operação dos trens, segurança pública, manutenção, administração. Sem concurso há mais de 10 anos, a luta pela abertura do mesmo é um dos motivos para ir à greve, junto a isso, os trabalhadores sofrem um grave ataque em seu plano de saúde e a empresa se nega a negociar itens como a igualdade salarial nas mesmas funções e garantir negociações de Participação nos Resultados. A greve pode ser evitada se o governo estadual e a direção do Metrô deixarem a intransigência de lado e negociarem com a categoria. A Assembleia decisiva da greve será na véspera. Se for deflagrada, ela inicia as 00:00 do dia 13/5.