
Irã
Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) confirmou, nesta segunda-feira (2), que o quarto militar norte-americano morreu em meio aos combates contra o Irã.
"Às 16h (horário do leste dos EUA) do dia 2 de março, seis militares americanos foram mortos em combate. As forças americanas recuperaram recentemente os restos mortais de dois militares que estavam desaparecidos em uma instalação atingida durante os ataques iniciais do Irã na região. As principais operações de combate continuam. As identidades dos falecidos serão mantidas em sigilo até 24 horas após a notificação dos familiares.
Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, as principais operações de combate continuam e os “esforços de resposta estão em andamento”.
O que se sabe sobre a escalada no Oriente Médio
O Oriente Médio enfrenta uma grave escalada militar desde sábado, quando Israel e os Estados Unidos iniciaram um ataque coordenado contra o Irã.
Em resposta, o governo iraniano revidou com bombardeios ao território israelense e a bases americanas na região, desencadeando um ciclo de violência que já se expande para outros países e eleva drasticamente o número de vítimas.
As Forças Armadas Israelenses informaram que suas ações miram o "coração de Teerã" e outros alvos estratégicos. Do outro lado, o Irã voltou a lançar ataques contra Israel e bases dos EUA. Um bombardeio iraniano na região de Jerusalém deixou 12 mortos. No Irã, o número de vítimas já ultrapassa 550, sendo que cerca de 165 morreram em uma escola.
Os Estados Unidos confirmaram a morte de seis militares, enquanto os Emirados Árabes Unidos reportaram três mortes em decorrência de ataques iranianos.
A crise se intensificou com a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, no sábado, em um ataque atribuído a Israel. Em retaliação, o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, atacou o território israelense, o que levou a um bombardeio de Israel contra o Líbano, resultando em 31 mortos e 149 feridos, segundo o ministério da saúde local.
Em pronunciamento, o presidente americano Donald Trump afirmou que a operação continuará "com força total" e prometeu vingar a morte dos soldados. "Os Estados Unidos vingarão suas mortes e desferirão o golpe mais devastador contra os terroristas", declarou, fazendo um apelo para que a Guarda Revolucionária e militares do Irã entreguem as armas em troca de imunidade, ou enfrentarão "morte certa".
Com a morte de Khamenei, que liderava o país desde 1989, um conselho de transição foi instalado para administrar o Irã, tendo como principal nome o aiatolá Alireza Arafi. Segundo o professor de Relações Internacionais Sidney Leite, apesar do abalo, o regime iraniano é estruturado e continua de pé.
Na segunda-feira (2), o Irã afirmou que o Estreito de Ormuz está fechado e que as autoridades locais vão incendiar qualquer navio que tente furar o fechamento. O anúncio feito via mídia estatal iraniana foi feito por Ebrahim Jabari, um dos principais assessores da alta cúpula das lideranças da Guarda Revolucionária do país nesta segunda-feira (2).
Ormuz é o corredor marítimo por onde passa cerca de um quinto do petróleo do mundo, o que o torna um dos pontos mais sensíveis da segurança energética internacional.
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