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Mulheres de 45 a 64 anos lideram mercado de cannabis medicinal no país

Distúrbios do sono e dor crônica são principais queixas das pacientes

Da redação
DA REDAÇÃO

27/05/2026 • 14:10 • Atualizado em 27/05/2026 • 14:10

Resumo

Levantamento da Blis Data revela que mulheres mais velhas, empregadas formalmente e com filhos lideram o consumo de cannabis medicinal importada no Brasil, com destaque para as faixas etárias de 55 a 64 anos (28,2%) e 45 a 54 anos (27,2%), totalizando mais da metade das pacientes analisadas.

Análise de 7.092 mulheres aponta predominância de mães que trabalham (79,9%), praticam atividades físicas (75,1%) e residem no Sudeste (61,6%) e Sul (19,7%), regiões responsáveis por 81,3% do consumo nacional.

Principais motivos para o uso de cannabis medicinal incluem distúrbios do sono (28,9%), dor crônica (16,3%), transtornos de ansiedade (14,9%) e depressão (9,2%), sendo que sete em cada dez pacientes associam o tratamento canábico a terapias convencionais e metade nunca havia usado cannabis antes da prescrição médica.

As mulheres mais velas e com emprego formal lideram o consumo de cannabis medicinal importada no Brasil. É o que aponta um levantamento inédito da Blis Data, divulgado em homenagem ao Mês das Mães, que analisou o perfil de brasileiras com filhos que utilizam medicamentos à base de cannabis por prescrição médica.

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A empresa reúne o maior banco de dados de pacientes em tratamento com cannabis medicinal da América Latina.

Entre as consumidoras, a faixa etária de 55 a 64 anos concentra a maior parcela das pacientes, com 28,2% do total. Na sequência aparecem as mulheres de 45 a 54 anos, que representam 27,2%. Somadas, as duas faixas correspondem a mais da metade das pacientes em tratamento no país.

As mulheres de 35 a 44 anos ocupam a terceira posição, com 18,7%. Já aquelas com mais de 65 anos representam 16,3% do mercado. O menor percentual está entre as pacientes de 18 a 34 anos, que somam 9,6%.

O levantamento também mostra que a maioria das mães em tratamento trabalha (79,9%) e pratica atividades físicas regularmente (75,1%). Embora haja registros em todas as regiões do país, o Sudeste lidera com ampla vantagem, reunindo 61,6% das pacientes, seguido pelo Sul, com 19,7%. Juntas, as duas regiões concentram 81,3% do total analisado.

A pesquisa ouviu 7.092 mulheres com filhos, recorte feito a partir de uma base de 70 mil registros de pessoas que utilizam medicamentos canábicos com prescrição médica.

Entre os principais motivos para buscar o tratamento estão os distúrbios do sono, responsáveis por 28,9% dos casos, e a dor crônica, que aparece em 16,3% dos atendimentos. Questões relacionadas à saúde mental também têm peso importante: transtornos de ansiedade representam 14,9% dos tratamentos, enquanto a depressão corresponde a 9,2%.

As pacientes também relatam o uso da cannabis medicinal para aliviar sintomas de fibromialgia, estresse pós-traumático e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), entre outras condições.

Outro dado apontado pelo estudo é que sete em cada dez mães combinam os medicamentos à base de cannabis com tratamentos convencionais. Além disso, metade das entrevistadas afirmou nunca ter utilizado cannabis antes de iniciar o acompanhamento médico.