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Nicolás Maduro diz que América Latina não quer guerra com os EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou nesta (15) quarta-feira que ele autorizou a CIA a conduzir operações secretas na Venezuela

Da redação
DA REDAÇÃO

15/10/2025 • 20:23 • Atualizado em 15/10/2025 • 20:23

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que a América Latina e o Caribe não querem uma guerra com os EUA. A declaração vem horas após Donald Trump confirmar ter autorizado a CIA, agência de espionagem norte-americana, a conduzir operações secretas na Venezuela.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou nesta (15) quarta-feira que ele autorizou a CIA a conduzir operações secretas na Venezuela, marcando uma forte escalada nos esforços dos EUA para pressionar o governo do presidente Nicolás Maduro.

Maduro afirmou que o povo venezuelano rejeita qualquer tentativa de intervenção no país.

“Chega de golpe da CIA. Não à mudança de regime, que tanto nos lembra das guerras eternas e fracassadas no Afeganistão, no Iraque, na Líbia e assim por diante”.

Nota do Governo da Venezuela

A República Bolivariana da Venezuela rejeita as declarações belicosas e extravagantes do Presidente dos Estados Unidos, nas quais ele admite publicamente ter autorizado operações para agir contra a paz e a estabilidade da Venezuela. Esta declaração sem precedentes constitui uma grave violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, e obriga a comunidade internacional a denunciar essas afirmações claramente imoderadas e inconcebíveis.

Tensões podem terminar em guerra?

Os Estados Unidos mobilizaram aviões de guerra na operação de combate ao tráfico de drogas no Caribe. A Venezuela diz que essa é uma justificativa para invadir o país.

Território americano no Caribe, a ilha de Porto Rico foi o local escolhido pelo governo Trump para servir como base dos modernos caças F-35. O avião, que carrega mísseis para diferentes tipos de missões e atinge até 2 mil quilômetros por hora, aumenta a presença militar nas proximidades da Venezuela.

Apesar de parecer querer ‘demonstrar poder’, Trump não deve apostar em uma invasão bélica contra a Venezuela. Isso porque, por ser parceira de ‘oponentes’ americanos, os Estados Unidos não podem garantir que a Rússia e a China ‘aceitaram a ingerência, uma invasão’, segundo a explicação de Uebel.

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