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"Ninguém tem mais armas que nós", diz Trump em meio à crise com a Venezuela

O presidente voltou a se apresentar como responsável direto pelo fortalecimento dos Estados Unidos e atacou adversários políticos e a imprensa

Da redação
DA REDAÇÃO

06/01/2026 • 12:52 • Atualizado em 06/01/2026 • 12:52

Em um discurso marcado por tom triunfalista, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (6) que o país vive um de seus melhores momentos econômicos e militares, impulsionado, segundo ele, por tarifas comerciais e pela superioridade bélica americana. Trump voltou a se apresentar como responsável direto pelo fortalecimento dos Estados Unidos e atacou adversários políticos e a imprensa.

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“O mundo não consegue competir com a gente”, afirmou Trump ao destacar o poder das Forças Armadas americanas. Segundo ele, os Estados Unidos são hoje “os mais poderosos, os mais letais e os mais sofisticados”, sobretudo no setor de defesa. O presidente disse que nenhum outro país possui armas com a mesma qualidade ou capacidade de produção. “Ninguém tem as armas que nós temos. Ninguém produz tão rápido quanto a gente — e vamos produzir ainda mais rápido”, declarou.

Trump também exaltou a indústria bélica do país, afirmando ter batido recordes históricos de vendas durante sua gestão. “Eu vendi mais aviões do que qualquer homem na história. Provavelmente mais de mil”, disse, ao mesmo tempo em que criticou a demora na entrega de equipamentos militares, como o caça F-35 e helicópteros, prometendo pressionar as empresas para acelerar a produção.

Outro ponto central do discurso foi a política de tarifas comerciais. Trump afirmou que os Estados Unidos “estão ricos por causa das tarifas”, contrariando críticas recorrentes de líderes internacionais e da imprensa. “A mídia odeia reportar isso, mas estamos ganhando bilhões de dólares”, afirmou. Segundo ele, mais de US$ 650 bilhões teriam entrado nos cofres americanos graças às tarifas impostas a outros países.

O presidente citou conversas com líderes internacionais, como o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o primeiro-ministro do Reino Unido, para reforçar sua narrativa. Trump afirmou que esses países estariam perdendo bilhões de dólares com as tarifas americanas. “Não são milhões, são bilhões. Mais de US$ 39 bilhões”, disse, acrescentando que, na visão dele, esse impacto é “bom para os Estados Unidos”.

Em meio ao discurso, Trump também voltou a atacar adversários políticos, incluindo o ex-presidente Barack Obama, a quem classificou como “o pior presidente, com as piores políticas”. Ele ainda rebateu críticas sobre autoritarismo e acusações de que teria tentado cancelar eleições. “Eles dizem que eu sou um ditador. Isso é mentira”, afirmou, sem detalhar.

Em tom mais descontraído em alguns momentos, Trump chegou a comentar sobre cartazes exibidos durante o evento, elogiando o design e dizendo querer descobrir quem os produziu. Ainda assim, o discurso manteve foco predominante na exaltação da força dos Estados Unidos e na defesa de sua agenda nacionalista.

Trump também mencionou brevemente temas internacionais, como a Venezuela, mas indicou que esses assuntos não seriam centrais naquele momento. O discurso seguiu com comentários sobre política interna, enquanto a transmissão acompanhava ao vivo a fala do presidente.