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O que é a PEC da Blindagem, que dificulta a prisão de deputados e senadores

O texto amplia a proteção a parlamentares e dirigentes partidários, estabelecendo regras mais rígidas para investigações, prisões e processos contra membros do Legislativo

Da redação
DA REDAÇÃO

16/09/2025 • 13:21 • Atualizado em 16/09/2025 • 13:21

Câmara dos Deputados

Câmara dos Deputados

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou, por unanimidade, nesta quarta-feira (24), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem. Todos os 27 senadores da CCJ votaram para rejeitar completamente a PEC. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), determinou o arquivamento sumário do texto.

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Entenda a PEC

O texto amplia a proteção a parlamentares e dirigentes partidários, estabelecendo regras mais rígidas para investigações, prisões e processos contra membros do Legislativo.

A proposta tinha como objetivo a criação de foro privilegiado para presidentes de partidos políticos, além de restringir a possibilidade de prisão em flagrante de deputados e senadores a apenas casos de crimes inafiançáveis — como racismo, crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo ou ações armadas contra a ordem constitucional.

Custódia pelo Parlamento

Nos casos em que houver prisão, o parlamentar deveria ser levado imediatamente para a Câmara ou o Senado, ficando sob custódia da respectiva Casa até que o Plenário decida se a detenção será mantida ou revogada.

Outras mudanças

• Autorização para abertura de processos: alguns trechos preveem que inquéritos ou denúncias contra parlamentares dependam de autorização do Congresso para prosseguir.

• Proibição de decisões monocráticas: medidas cautelares, como prisão preventiva ou afastamento do mandato, não poderiam mais ser determinadas por decisão individual de um juiz ou ministro.

• Voto secreto: há versões que sugerem votações secretas em deliberações sobre prisão ou processos de parlamentares, o que impediria que a sociedade acompanhasse como cada deputado ou senador se posicionou.

Com informações do repórter Túlio Amâncio