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Guterres celebra cessar-fogo e pede fim das guerras no Oriente Médio

Secretário-geral da ONU exortou as nações a aproveitarem o intervalo para negociar um tratado que coloque um fim irreversível aos confrontos

Da redação com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO COM ESTADÃO CONTEÚDO

08/04/2026 • 07:05 • Atualizado em 08/04/2026 • 07:09

Antonio Guterres, secretário-geral da ONU

Antonio Guterres, secretário-geral da ONU

REUTERS/Amr Abdallah Dalsh//File Photo

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, manifestou apoio à suspensão das hostilidades por 15 dias acordada entre Washington e Teerã na última terça-feira (7). O diplomata exortou ambas as nações a aproveitarem o intervalo para negociar um tratado que coloque um fim irreversível aos confrontos.

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"O fim das hostilidades é urgentemente necessário para proteger vidas civis e aliviar o sofrimento humano", disse Guterres, em comunicado distribuído pela ONU.

O enviado especial do secretário-geral, Jean Arnault, está no Oriente Médio "para apoiar os esforços em direção a uma paz duradoura", informou a entidade.

Cessar-fogo

Em um desdobramento diplomático, o Ministro das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã, Seyed Abbas Araghchi, emitiu um comunicado oficial anunciando a disposição do país em interromper operações defensivas e facilitar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

A declaração, feita em nome do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, surge como resposta a intensos esforços de mediação liderados pelo Paquistão e a uma nova base de negociações proposta pelos Estados Unidos.

No documento, Araghchi expressa gratidão ao Primeiro-Ministro do Paquistão, Sharif, e ao "Marechal de Campo" Munir por seus "esforços incansáveis" para encerrar o conflito na região.

Segundo o comunicado, o governo iraniano está disposto a negociar com base em. Uma proposta de 15 pontos apresentada pelos Estados Unidos O Irã estabeleceu uma condição clara para a paz: as "Poderosas Forças Armadas" iranianas cessarão suas operações defensivas apenas se os ataques contra o território e interesses iranianos forem interrompidos primeiro.

Um dos pontos mais críticos da declaração refere-se à segurança energética global. O governo de Teerã declarou que, por um período de duas semanas, será permitida a "passagem segura" pelo Estreito de Ormuz.