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Operação Fluxo Oculto busca ‘asfixia financeira’ do crime, diz ministro

Operação da Receita Federal identificou a atualização de cripitoativos para fins de lavagem de dinheiro

Da redação
DA REDAÇÃO

28/05/2026 • 12:00 • Atualizado em 28/05/2026 • 13:06

Dario Durigan

Dario Durigan

Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (28) que a Operação Fluxo Oculto, deflagrada pela Receita Federal, busca a asfixia financeira das organizações criminosas.

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A ação, desdobramento da operação Carbono Oculto, investiga um esquema de fraudes, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com foco na atuação de fintechs usadas como bancos paralelos e na adulteração de combustíveis com nafta petroquímica.

“São 135 servidores, auditores da Receita Federal, que estão mobilizados hoje no país para fazer esse enfrentamento. A gente espera avançar no combate ao crime organizado da maneira que importa, da maneira inteligente, que é fazendo asfixia financeira, identificando as questões que abastecem, de fato, essa engrenagem da da das organizações criminosas”, disse o ministro da Fazenda.

“Então, reforçando que essas fintechs foram identificadas dadas informações que a Receita passou a receber em meados de 2025. Também identificamos a utilização de criptoativos para para fins de lavagem de dinheiro e vamos seguir avançando com essas operações”, acrescentou Dario Durigan.

Fintechs ligadas ao PCC movimentaram R$ 26 bilhões

Segundo as investigações, após a deflagração da Operação Carbono Oculto, foram descobertas mais seis fintechs que atuavam como bancos paralelos da organização criminosa. Juntas, elas movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025.

Houve a constatação de operações suspeitas, principalmente com depósitos realizados em espécie, procedimento estranho à natureza de uma instituição de pagamento, e contas abertas em outras instituições de pagamento, gerando uma dupla camada de ocultação.

Entre 2022 e 2024, segundo a Receita Federal, uma única dessas instituições recebeu depósitos de mais de R$ 1 bilhão em espécie.

Operação Fluxo Oculto

Ao todo, estão sendo cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Em São Paulo, as ações ocorrem na capital e nas cidades de Arujá, Atibaia, Barueri, Itupeva, Jardinópolis, Mogi das Cruzes, Paulínia, Rafard, Santos, São José do Rio Preto, Sorocaba e Votorantim.

Também há mandados em Cascavel e Paranavaí, no Paraná; Iguatemi, em Mato Grosso do Sul; Belo Horizonte, em Minas Gerais; e na capital fluminense.

Participam da operação cerca de 135 auditores-fiscais, analistas-tributários e servidores administrativos da Receita Federal, além de agentes e servidores dos órgãos parceiros, entre eles a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz/SP), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e as Polícias Militar e Civil.