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Petrobras anuncia aumento do preço do querosene de aviação em 55%

Reajuste coincide com disparada do petróleo após guerra no Irã

Da redação
DA REDAÇÃO

01/04/2026 • 12:07 • Atualizado em 01/04/2026 • 12:18

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) um aumento médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras, reajuste aplicado a partir de hoje em seus pontos de venda pelo país, em meio à escalada das cotações internacionais do petróleo provocada pela guerra no Irã.

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Derivado do petróleo, o QAV abastece aviões e helicópteros e é um dos principais itens do custo operacional das empresas do setor. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os combustíveis respondem por cerca de 30% das despesas totais das companhias aéreas.

De acordo com tabela publicada no site da Petrobras, os novos valores valem para 14 pontos de venda em diferentes estados. Os reajustes variam de 53,4% a 56,3%, a depender da localidade.

Na refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, região metropolitana do Recife, o litro do QAV passou de R$ 3,49 para R$ 5,40. Em São Luís, que apresenta o menor valor entre os pontos listados, o litro subiu de R$ 3,45 para R$ 5,38.

Reajustes mensais e participação da Petrobras

O preço do querosene de aviação é revisto mensalmente pela Petrobras e atualizado todo dia 1º. No início de março, a estatal já havia promovido um reajuste médio de 9% no produto. Em fevereiro, a correção média foi negativa, de 1%, o que reduziu o valor cobrado na época.

A Petrobras fornece o QAV produzido em suas refinarias ou importado, que é vendido a distribuidoras responsáveis por transportar o combustível e comercializá-lo com companhias aéreas, operadores de helicópteros e demais consumidores nos aeroportos. A empresa responde por cerca de 85% da produção nacional, mas o mercado é aberto, permitindo atuação de outros produtores e importadores.

Conflito no Oriente Médio eleva cotação do barril

A alta ocorre em um cenário de forte volatilidade no mercado internacional de petróleo. A guerra no Irã começou em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao território iraniano.

A região concentra importantes países produtores e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial. As tensões no local provocaram distorções na cadeia de fornecimento e impulsionaram os preços globais.

Nesta quarta-feira, o barril do tipo Brent, referência internacional, é negociado pouco acima de US$ 101 (cerca de R$ 520). Antes do início do conflito, a cotação girava em torno de US$ 70.

O encarecimento do petróleo tende a elevar o custo de derivados como o QAV em todo o mundo. Com os combustíveis respondendo por parcela significativa das despesas das companhias aéreas, o novo reajuste aumenta a pressão sobre a estrutura de custos do setor.

Com informações da Agência Brasil