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Juliana Rosa: Petróleo opera abaixo dos US$ 100 com possível fim da guerra

No Brasil, governo e estados fecham acordo para subsidiar diesel

Da redação
DA REDAÇÃO

01/04/2026 • 10:44 • Atualizado em 01/04/2026 • 10:44

Juliana Rosa
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Resumo

O mercado global registra queda no preço do barril de petróleo, negociado abaixo de US$ 100, influenciado pela expectativa do discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o possível fim do conflito no Oriente Médio e pelas declarações do Irã favoráveis à negociação.

A guerra, que já dura 33 dias, provocou alta de cerca de 50% nos preços do petróleo em março, impactando diretamente insumos como diesel, gasolina e fertilizantes, além de gerar dúvidas sobre a normalização da oferta de energia e pressionar a inflação global.

No Brasil, o Ministério da Fazenda e secretários estaduais firmaram acordo para subsidiar o diesel importado em R$ 1,20 por litro durante dois meses, com participação de mais de 80% dos estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, visando evitar desabastecimento e segurar preços ao consumidor.

O mercado global opera com otimismo cauteloso nesta quarta-feira (1), com o barril de petróleo negociado abaixo dos US$ 100.

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A queda é reflexo da expectativa pelo discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcado para a noite desta quarta, que pode trazer uma sinalização para o fim do conflito no Oriente Médio.

O movimento foi reforçado por declarações do Irã, que também indicou estar disposto a negociar o fim da guerra.

Apesar do alívio pontual, o cenário ainda é de grande imprevisibilidade, e o mercado aguarda com cautela o teor do pronunciamento de Trump, segundo a colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa.

A guerra, que completou 33 dias, provocou uma forte alta nos preços em março, com o petróleo acumulando uma valorização de cerca de 50%, gerando um choque inflacionário em escala global.

Impacto na Economia e Incerteza Futura

O conflito afetou diretamente o coração da cadeia produtiva, elevando os custos de insumos essenciais como diesel, gasolina e fertilizantes.

Os ataques a refinarias e campos de petróleo, além de paralisações na produção, geraram dúvidas sobre a capacidade de normalização da oferta de energia a curto e médio prazo, mesmo com o fim da guerra.

Segundo a colunista, analistas projetam que, ainda que o conflito termine, o barril dificilmente retornará ao patamar anterior, de US$ 70, podendo se estabilizar na casa dos US$ 90.

A alta das matérias-primas pressiona a inflação em todo o mundo, com impactos severos na indústria, agricultura e logística.

A crise energética também expôs a dependência global de combustíveis fósseis, levando diversos países a adotarem medidas como subsídios e até racionamento para conter os preços e o consumo.

Ações no Brasil para Contenção de Preços

Para mitigar os efeitos da crise no mercado interno, o Ministério da Fazenda, em conjunto com secretários estaduais, anunciou que mais de 80% dos estados aderiram a uma proposta para subsidiar o diesel importado.

O acordo prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro, custeado igualmente pela União e pelos estados.

A medida, de caráter temporário e com duração prevista de dois meses, visa principalmente evitar o risco de desabastecimento e segurar os preços para o consumidor.

Grandes estados consumidores, como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, confirmaram a participação no programa, que representa um esforço conjunto para sustentar a economia enquanto se aguarda uma resolução para o conflito internacional.

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