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Porta-voz de Trump faz novas ameaças à Groenlândia: "Nada está descartado"

Karoline Leavitt disse que nenhuma decisão foi tomada sobre a ilha, pertencente à Dinamarca, mas que nada foi descartado

Da redação
DA REDAÇÃO

07/01/2026 • 14:29 • Atualizado em 07/01/2026 • 14:29

Resumo

Coletiva de imprensa da Casa Branca reuniu a porta-voz Karoline Leavitt, que abordou a escalada de tensões entre Estados Unidos e Venezuela, a apreensão de um petroleiro russo ligado a Caracas por violação de sanções e a polêmica sobre possíveis ações em relação à Groenlândia.

Operação americana resultou na prisão de Nicolás Maduro e na custódia do petroleiro, com Leavitt justificando as ações como cumprimento de mandados federais e sanções, enquanto China, Rússia e aliados internacionais criticaram os EUA por supostas hostilidades e violações do direito internacional.

Política de Washington foi defendida por Leavitt como resposta firme e estratégica, com foco em pressionar o regime venezuelano, proteger interesses americanos e manter todas as opções abertas para a Groenlândia, incluindo o uso potencial de força militar, sem confirmação de medidas concretas.

Em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (7) na Casa Branca, a porta-voz do presidente dos Estados Unidos, Karoline Leavitt, abordou a escalada das tensões envolvendo a Venezuela, a reação internacional às medidas recentes de Washington e, de forma igualmente contundente, a polêmica questão sobre a Groenlândia.

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Suas declarações foram marcadas por um tom firme e, em alguns momentos, ameaçador, ao responder às preocupações de repórteres americanos e estrangeiros.

Apreensão de petroleiro russo, ligado à Venezuela

Leavitt detalhou os recentes movimentos dos EUA no âmbito da crise venezuelana, destacando a apreensão de um petroleiro ligado a Caracas e que havia adotado bandeira russa, após uma longa perseguição no Atlântico Norte. A operação foi justificada pelo governo americano como parte da aplicação de sanções contra navios envolvidos em violações econômicas e de segurança, e a embarcação foi trazida sob custódia dos EUA.

O episódio ocorre em um contexto de pressão crescente sobre o regime de Nicolás Maduro – cujo governo em Caracas foi alvo de uma operação militar recente que resultou em sua prisão por forças americanas, de acordo com veículos internacionais.

Leavitt defendeu a ação, afirmando que a apreensão foi fundamentada em mandados federais e no respeitável cumprimento das sanções norte-americanas, e que a tripulação do navio poderá responder por eventuais violações a essas regras. Segundo ela, a iniciativa faz parte da “obrigação dos Estados Unidos de fazer com que nossas leis sejam respeitadas”.

Ela ainda buscou reforçar que o bloqueio e monitoração de petroleiros sancionados é parte de uma estratégia maior de Washington para pressionar o regime venezuelano e garantir a segurança das tropas americanas e interesses estratégicos no Hemisfério Ocidental. Esse movimento intensificou críticas de aliados e adversários em todo o mundo — incluindo China e Rússia, que acusam os EUA de hostilidades e de violar o direito internacional.

Reprovações à política de Washington

Durante a coletiva, Leavitt reagiu às críticas à administração Trump, inclusive de figuras democratas e do atual presidente Joe Biden. Ela chamou de “hipocrisia” as reprovações de que a estratégia americana na Venezuela seria inadequada ou inepta, argumentando que muitos adversários políticos e até Biden defenderam, no passado, ações mais duras contra Caracas.

Leavitt enfatizou que, na visão da Casa Branca, Trump está “cumprindo promessas de longa data de fazer Maduro responder pelos seus atos”, reforçando a narrativa de que a política de Washington visa proteger tanto os norte-americanos quanto o povo venezuelano.

Relatos da imprensa internacional lembram que o uso de sanções econômicas, bloqueios e operações navais contra navios destinados à exportação venezuelana já vinha sendo uma tática empregada pelo governo Trump desde meados de 2025 em diante para enfraquecer o regime de Maduro e seu apoio externo — especialmente de aliados como Rússia, que criticam veementemente as ações.

Anexação da Groenlândia

Ao ser questionada sobre a Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca e de grande importância estratégica no Ártico, Leavitt reiterou que os Estados Unidos continuam explorando “diversas opções” para garantir o que o governo considera a segurança nacional do país no norte. Ela ressaltou que qualquer proposta em relação à aquisição ou controle da ilha — incluindo o uso potencial de força militar — permanece na esfera de considerações estratégicas, sem descartar nenhuma possibilidade concreta.

“A utilização das forças armadas dos Estados Unidos está sempre à disposição do Comandante-em-Chefe”, disse Leavitt, em tom que ressaltou tanto a determinação quanto a incerteza que cercam a postura de Washington.

Por fim, Leavitt deixou claro que a administração Trump está focada em suas prioridades estratégicas — pressionar a Venezuela, aplicar sanções e explorar todas as opções sobre a Groenlândia — sem dissipar boatos ou confirmar ações específicas com detalhes concretos.

“Nada está descartado, mas nada foi decidido”, afirmou em resposta às perguntas dos jornalistas, mantendo no ar o suspense sobre os próximos passos da política externa americana.

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