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Presidente do Irã diz que diálogo com ‘inimigo’ não significa rendição

Masoud Pezeshkian afirmou que o objetivo é defender os direitos da nação iraniana e os interesses nacionais

Da redação
DA REDAÇÃO

10/05/2026 • 12:21 • Atualizado em 10/05/2026 • 12:21

Masoud Pezeshkian

Masoud Pezeshkian

Iran's Presidential website/WANA (West Asia News Agency)/Handout via REUTERS

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou em publicação nas redes sociais, neste domingo (10), que Teerã nunca se curvará “diante do inimigo” e ressaltou que se houver menção ao diálogo ou negociação, não significa rendição.

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A declaração foi feita após a agencia estatal iraniana Irna noticiar que o país persa enviou uma resposta à mais recente proposta dos Estados Unidos para a redução das hostilidades no Oriente Médio, por intermédio do Paquistão.

“Nunca nos curvaremos diante o inimigo, e se surgir a possibilidade de diálogo ou negociação, isso não significa rendição ou recuo. Pelo contrário, o objetivo é garantir os direitos da nação iraniana e defender nossos interesses nacionais com firmeza”, escreveu o presidente iraniano na plataforma X, antigo Twitter.

Irã responde proposta dos EUA, diz agência

Conforme a agência Irna, o estágio atual das conversas está concentrado exclusivamente na cessação dos combates: “pôr fim à guerra e garantir a segurança marítima” no Golfo e no Estreito de Ormuz.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou anteriormente que as posições de Teerã seriam apresentadas apenas após a conclusão de análises internas. A agência estatal também indicou que o Paquistão atua como canal de intermediação entre Teerã e Washington, em um cenário no qual não há diálogo direto entre os dois governos.

De acordo com a Bloomberg, a proposta dos Estados Unidos busca estabelecer um arcabouço inicial para redução gradual das hostilidades, com etapas que poderiam evoluir para um cessar-fogo e, posteriormente, negociações de maior alcance. Entre os pontos em discussão estão temas sensíveis como segurança marítima e a estabilidade de rotas estratégicas, incluindo o estreito de Ormuz, corredor crucial para o fluxo global de petróleo.

Já a Reuters acrescenta que fontes envolvidas nas tratativas descrevem a iniciativa norte-americana como uma tentativa de firmar um memorando temporário de entendimento, que permitiria interromper a guerra e garantir a continuidade do tráfego marítimo enquanto um acordo mais amplo é negociado.

Ainda assim, segundo a Reuters, persistem divergências substanciais entre as partes, especialmente sobre o programa nuclear iraniano, o alívio de sanções e garantias de segurança exigidas por Teerã.

A Al Jazeera confirmou que o Paquistão recebeu a resposta iraniana e deve encaminhá-la a Washington, destacando que o processo continua dependente de mediação externa. A emissora também afirmou, com base em analistas em Islamabad, que o próximo passo dependerá da reação do governo dos Estados Unidos após a formalização do recebimento do documento.