
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (3), a secretária Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, sancionada pelos Estados Unidos por suposta ligação com a facção criminosa PCC. A decisão acontece dois dias após a divulgação das sanções pelo governo de Donald Trump.
No entanto, segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a prisão de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira não foi feita por conta do comunicado dos Estados Unidos divulgado nesta semana.
Em conversa com jornalistas na manhã desta sexta-feira, Andrei Rodrigues afirmou que a investigação já estava em curso e que, após o comunicado, a corporação apenas adiantou diligências.
O diretor-geral da Polícia Federal reafirmou que é um “erro grave” fazer a equiparação de criminosos de facções a terroristas. Segundo Andrei Rodrigues, é um processo equivocado, que traz mais problemas do que soluções.
Além disso, o diretor-geral da corporação reiterou que a Polícia Federal tem feito o combate ostensivo contra as facções que precisam ser combatidas.
Operação Sem Desconto
No café da manhã com jornalistas, Andrei Rodrigues destacou que 40% do material apreendido nas fases da Operação Sem Desconto já foi analisado. No total, 27 foram presas.
Ele afirmou que há um tratamento legal, dentro da responsabilidade da Polícia Federal, sem distinção de investigados.
Ao ser questionado sobre a quebra de sigilo do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Lulinha, o diretor-geral da Polícia Federal afirmou que não há diferença no tratamento, que tudo está dentro das prerrogativas e que a investigação vai seguir.
Alguns relatórios da operação devem ser entregues ainda neste mês de julho. Porém, a investigação ainda não terminou.
Jaques Wagner
Andrei Rodrigues pontuou que a Polícia Federal atua com imparcialidade, que a corporação não protege, nem persegue e que opta pelo resultado, não pelo espetáculo de uma operação.
O diretor-geral reafirmou a necessidade da cadeia de proteção de dados e informações sigilosas, mesmo se for um servidor a cometer algo ilícito - como vazamento de informações -, a pessoa não será poupada.
Delação de Daniel Vorcaro
Andrei Rodrigues disse que o intuito da delação premiada tem previsão legal e é um direito da defesa. Em relação ao caso Master, o diretor da PF ponderou que já há muitos elementos coletados pela investigação e a necessidade é que, de fato, novos conteúdos sejam apresentados.
“A Polícia Federal não tem que querer ou não a delação, é um direito da defesa. Não é um desejo coletivo, é um desejo técnico, dentro das competências jurídicas”, declarou Andrei Rodrigues a jornalistas.
Até o momento, a Polícia Federal não solicitou a inclusão de Daniel Vorcaro na lista prateada da Organização Internacional de Polícia Criminal, a Interpol.
Investigações judiciário
Questionado sobre transparência em relação a investigações mirando o Poder Judiciário, Andrei Rodrigues pontuou que não há preocupação da Polícia Federal em investigar aquilo que é atribuído pela lei e que há sempre o cuidado em não fazer nada ilegal e nem improdutivo.
Em relação ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), quando questionado se uma investigação contra o ministro estaria descartada, o diretor-geral afirmou que o que compete à polícia já foi feito.
Eleições
Na conversa com jornalistas, Andrei Rodrigues destacou que pré-candidatos já pediram a atuação da Polícia Federal.
Houve uma reunião com a ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, e ficou determinado aos superintendentes que mantenham contato juntamente aos tribunais eleitorais, para que haja atuação conjunta em prol da segurança das eleições.
Nesta semana, outra reunião de coordenação para eleições foi feita com 27 superintendentes e o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, para que haja um processo seguro e integrado.
Segundo a PF, um forte empenho no trabalho de segurança dos candidatos, que será iniciado após as convenções partidárias, já está sendo feito, inclusive com a compra de equipamentos necessários para a proteção dos parlamentares.
PF trabalha com três eixos de atuação:
- Violência contra candidatos: Atenção máxima com as facções criminosas que atuam. Diligências já estão sendo realizadas nesse sentido.
- Combate à desinformação/fake news; e
- Utilização de recursos ilícitos (exemplo: caixa 2).
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber


