Uma manifestação de estudantes da Universidade de São Paulo (USP) terminou em pancadaria no Centro de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (11). Um vereador que gravava um vídeo para as redes sociais durante o protesto foi agredido durante o tumulto. O protesto ocorre um dia após o prédio da reitoria da USP ser desocupado pela Polícia Militar.
Por volta das 19h, cerca de mil estudantes deixaram a Faculdade de Medicina da USP, na Avenida Doutor Arnaldo, no Sumaré, Zona Oeste da capital, e seguiram em direção ao campus da universidade no Butantã, na mesma região da cidade.
Uma nova reunião está marcada para a noite desta segunda para decidir sobre a manutenção da paralisação. A greve já dura um mês.
Os estudantes em greve da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) realizaram um ato unificado em frente às sedes da Reitoria da Unesp e da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, ambas na Praça da República, no centro da capital paulista.
Reitoria desocupada
A Polícia Militar retirou os estudantes que ocupavam a Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), no campus Butantã, na Zona Oeste da capital paulista. A ação aconteceu durante a madrugada deste domingo (10). Pelo menos quatro estudantes foram detidos.
Em publicação nas redes sociais, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) Livre da USP afirmou que os policiais usaram cassetetes e gás lacrimogêneo, deixando estudantes feridos.
Reivindicações
O movimento estudantil reivindica o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE). A universidade anunciou aumento do auxílio permanência de R$ 885 para R$ 912, mas os alunos reivindicam equiparação ao salário mínimo paulista, atualmente fixado em R$ 1.804.
Os grevistas também apontam deficiências nas políticas de permanência estudantil e relatam problemas estruturais na instituição, incluindo críticas ao funcionamento dos restaurantes universitários.

